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A mostrar mensagens de Junho, 2017

17.9 - Crónica do Pássaro de Corda - Haruki Murakami

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Ultimamente acabar um livro de Murakami tem sido sinónimo de dispersão. Isto porque já se tornou quase normal ficar sem saber bem o que pensar, pois já sendo indeciso de mim, vejo-me a tentar fazer um balanço do que foi a leitura do livro.
O que me faz acreditar ou saber que gostei do livro, é talvez a sensação de ter a certeza que não foi tempo perdido aquele que dispensei para a leitura desse livro ... sobretudo considerando que demorei mais tempo do que o habitual para o ler...ainda para mais tratando-se de uma edição de bolso...com letrinhas mais miudinhas.
Se por um lado é verdade que por vezes gostaria que certas coisas fossem talvez um pouco menos abstractas ou surreais, sendo portanto passíveis de terem uma explicação razoável, por mais pequena que fosse no âmbito da razão, por outro sei que esses aspectos acabam por ser também aquilo que contribuem, em grande medida, para a experiência que é ler um livro de Murakami.
Neste livro Crónica do Pássaro de Corda não faltam peripécias…

17.8 - Uma partida de Ping Pong em standby

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Tropecei ao acaso nas palavras que se seguem abaixo e que fazem parte de uma partida especial de Ping Pong que ficou suspensa algures no tempo. Elas datam já de alguns anos a esta parte e ao relê-las, fiquei na dúvida se a jogada estava do meu lado do campo ou do lado do campo da pessoa que me fazia companhia nessa partida especial, pois como já se passou tanto tempo, foi quase como se tivesse sido a primeira vez que punha os olhos nessas palavras que, fora do seu contexto e da história a que dizem respeito, podem não dizer quase nada. 

"Ao pedir para falar com o Dr. Karl, a enfermeira fez uma cara de espanto, como se falar com o Dr. Karl pudesse ser uma coisa de outro mundo. Ela repetiu a minha pergunta como se não tivesse ouvido bem, pelo que respondi "sim, com o Dr. Karl".
- Lamento minha Senhora, mas infelizmente tenho más notícias para lhe dar. O Dr. Karl foi encontrado sem vida na sua vivenda. - Disse a enfermeira.
- O quê?! Oh não! - A minha reacção de surpresa n…