sexta-feira, 27 de maio de 2016

16.9 - Duke Special - Qual a minha condição hoje?!

Que venha o ***** e escolha!
Esta música, transformada numa miscelânea de adjectivos, acaba por se adaptar a todos nós, pois nós, como pessoas que somos, oscilamos entre estes diferentes adjectivos ou formas de estar na vida. Por mais constantes que tentemos ser, e por mais rotinas que tenhamos, o nosso estado de espírito é algo que está em constante mutação, sempre em rotação como um disco de vinil, à espera que a agulha escolha que pista haverá de tocar e quando aquilo que sentimos não nos deixa sequer definir que adjectivos nos definem hoje ou em determinado momento da nossa vida ou do dia, o som que daí resulta é capaz de ser atroz.


When all these fragments start to roar
Playing like an orchestra.
Sometimes it’s hard to hear yourself think.
It’s like the words are crawling back inside the ink. 




I am perfect,
I am broken,
I’m adored,
I’m unspoken,
I am lonely,
I’m contented,
I am sane,
I’m half demented,
I’m belief,
I am science,
I am peace,
I am defiance,
I’m the cause,
I’m effect,
I am sober,
I am wrecked ,
I’m a whisper,
I’m a quiet,
I’m a loser,
I am on fire,
I’m an extra,
I’m director,
I’m a pen drop,
I’m Phill Spector,
I am nothing,
I’m forever,
I am right now,
I am never,
I am brilliant,
I am done,
I am deep blue,
I am ZX 81.

I am black and white,
I am color,
I am risk,
I am mother,
I am holy,
I’m disaster,
I am fucked,
I am an answer.

When all these fragments start to roar
Playing like an orchestra.
Sometimes it’s hard to hear yourself think.
It’s like the words are crawling back inside the ink. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

16.8 - John Verdon - Peter Pan tem que morrer ... ou não



O que é que esse livro tem a ver com o Peter Pan que todos nós, ou quase todos pelo menos, conhecemos?! Essa é talvez a primeira questão de quem optou por ler este livro ou se cruza com o seu título, mas não querendo ser spoiler, posso afirmar que não tem nada a ver e soa-me mais a jogada de marketing to que outra coisa!
Pensava que me podia voltar a surpreender (pela positiva claro) com mais um livro de John Verdon, Mas infelizmente, depois de "Pensa num número" até agora isso não aconteceu de forma tão significativa como naquele primeiro livro e atrevo-me a dizer que será difícil ler algum outro livro que continue a "saga" do ex-detective David Gurney porque sinceramente parece que as histórias perdem o "gás"a meio caminho. De forma geral elas até começam bastante ou relativamente bastante interessantes, só que depois parece que entrarmos num carrossel e andamos sempre à volta das mesmas questões. O facto de também ter deixado a leitura deste livro arrastar-se por alguns meses (não por culpa do livro em si, mas por questões pessoais, aka disponibilidade para ler com o mínimo de concentração necessária para tal), pode ter contribuído para não sentir aquela "adrenalina", aquele "suspense" que são essenciais neste tipo de livros e esse espaçamento entre as "sessões" de leitura pode ter diminuído a intensidade da chama do livro. 

Em relação às personagens, essas acabam por ser de certa forma estereotipadas, não acrescentando nada de novo ao tipo de personagens que já conhecemos de outros filmes ou histórias do género.

Para quem não conhece os outros livros de John Verdon, até pode ser que goste de ler este mais do que eu possa ter gostado, pois não deixa de ter os seus pontos positivos em certos aspectos, mas no geral, esperava algo mais deste quarto livro de Verdon.  

quarta-feira, 27 de abril de 2016

16.7 - Pulseira Verde




Não tenho por hábito usar pulseiras, mas de certeza que se fosse para escolher não seria uma colorida e muito menos dessas. No meio do mal há que ver o que pode haver de bom e nesse caso é a cor que supostamente é mais benéfica em relação aos modelos deste tipo de pulseiras. Por outro lado ela, a pulseira, ou melhor, a sua cor ou significado, não correspondem à realidade de alguns momentos dos últimos dias, mas pronto. Podia ser pior...porque quer queiramos quer não ha sempre pior.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

16.6 - Experiência Socialista ou cada "pássaro" no seu galho!



Não tenho por hábito usar este meu espaço para fins políticos ou político-sociais, contudo há certos assuntos dessa natureza acerca dos quais temos (mesmo que involuntariamente) opinião embora possamos não ter o hábito de a manifestar ou de a discutir com os demais. Em virtude de me ter deparado com os seguintes 2 textos aproveitei para os deixar aqui e isto porque têm um quê de verdade e fazem um certo sentido, no entanto, e como em muitos outros aspectos da nossa vida, não devemos simplesmente generalizar as coisas, pois sabemos que quando observamos vários exemplos, a tendência é generalizar, fazendo com que uns paguem pelos outros. Há sempre, ou quase sempre, excepções à regra e tenho quase a certeza que todos nós, de uma forma directa ou indirecta, conhece alguma excepção no contexto destes 2 textos.   

«Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno mas que tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.Esta turma em particular, tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.O professor então disse: ”Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.”Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam “justas”.Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores…Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.O resultado, a segunda média dos testes foi 10.
Ninguém gostou..
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram…Para sua total surpresa. O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”


O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”
Adrian Rogers, 1931

sexta-feira, 1 de abril de 2016

16.5 - Loop Songs - Flora Cash - For Someone

Guess that you'll be leaving now. 
Even in your deepest doubt, 
have you got it all…. figured out?

Procurava algumas palavras para a partilha desta música que me agradou desde o início, mas afinal de contas acabaram por não ser necessárias porque a música está bem acompanhada pelas imagens do seu videoclip. Ouvi a música uma série de vezes sem pensar se teria videoclip ou não, pois já lá vai o tempo em que os conheciamos todos ou quase todos (os videoclips). Creio que hoje ouve-se mais [só] a música. Mas a curiosidade e a vontade de a partilhar levaram-me até ao video que partilho aqui com a música. Não é que se trate de uma "obra prima" e inclusive, alguns aspectos não me convenceram muito à primeira vista, mas de certa forma, no geral, acaba por fazer jus à música que entra na categoria de "loop songs".

I was waiting for someone, 
to turn my world around. 
You came in the summer, and time was winding down.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

16.4 - O Conto do "Fragmentos Repartidos" (by Margarida)

Este post é dedicado ao texto/conto que foi escrito, muito bem escrito, pela Margarida (do blog: mas tu és tudo e tivesse eu uma casa tu passarias à minha porta) no seguimento do desafio relacionado com os contos das 250 palavras que ela faz questã de cumprir. Os bloggers interessados tiveram um "prazo" para solicitar um conto à Margarida...e a seu tempo, cada um é presenteado com o seu respectivo conto. Acho que, à semelhança do que aconteceu comigo, acabamos todos por ficar na expectativa de ver o resultado ou o que lhe "saí na rifa". Será que vai haver alguém que não vai gostar do seu conto?! Duvido muito que isso aconteça! Só o facto de saber que alguém dedica algum do seu tempo a criar algo para nós já é gratificante, pois nos dias de hoje parece que o que falta a todos nós é tempo, precioso tempo.

Aqui segue o "meu" conto:

O conto do Fragmentos Repartidos

   Se não fosses meu amigo
 
   A praia estava vazia àquela hora, enquanto esperávamos que o sol nascesse, sentados ao fundo das escadas, as bicicletas encostadas no pilar do passadiço lá no alto. À nossa frente, ouvíamos o incessante ribombar das ondas coroadas de espuma que rebentavam na areia. Esperávamos pela primeira aurora do mês de Dezembro, com as pernas encolhidas e o queixo assente nos joelhos. Tiritavas de frio, a gola levantada do casaco de bombazine e o gorro não eram suficientes. Por baixo do camisolão de lã, espreitava a tua camisola de pijama. Quinze minutos antes, tinha-te acordado com meia dúzia de pedrinhas atiradas ao vidro da janela do teu quarto. Abriste um pouco, consegui vislumbrar uma manga azul, acenaste e alguns minutos depois, arrastando a bicicleta, apareceste nas traseiras da casa.
   Não tiravas os olhos da grande bola laranja que começava a crescer num céu de Inverno sem nuvens. Sem o saber, guardavas um tesouro no bolso de dentro do casaco. Na semana anterior, tinhas-me pedido o canivete emprestado. Encontraste um pedaço de madeira no pinhal ao pé da tua casa e talhaste uma âncora, o meu nome e a data do meu nascimento. Nesse dia, eu fazia quinze anos.
   Durante muito tempo, eu não consegui dizer uma palavra, apertando-o até os nós dos dedos ficarem brancos. 
   Se não fosses meu amigo, hoje não estaria neste navio, no outro lado do mundo, onde é Verão. Faço quarenta anos e vejo o teu rosto no sol que agora nasce.

Quando li este conto, a primeira coisa que me lembrei, devido à imagem que inicialmente imaginei/visualizei, foi de um pequeno texto que escrevi e publiquei aqui no blogue há muito tempo (http://fragmentosrepartidos.blogspot.pt/2007/10/sentar-ou-deitar.html)...um texto em jeito de divagação, como tantos outros aqui presentes, mas que tem na sua essência algo comum com este texto da Margarida...a amizade. A amizade, a verdadeira e sem interesses e segundas intenções, que não é fácil e deve ser por isso valorizada.

Para finalizar, deixo aqui mais um agrdecimento à Margarida.


domingo, 24 de janeiro de 2016

16.3 - Freewheel - Mais uma volta

Todos os anos, mais ou menos por esta altura do ano, esta musica faz anos. É daquelas músicas cuja sonoridade nos faz viajar nos tempo devido àquilo que representa. Faz também pensar no tempo que passa, mergulhar na comparação, quase obrigatória, entre o antes e o depois, entre o antes e o agora.


16.2 - Mundo Abstracto

Não sei se será superstição ou não, se é algo em que se deva acreditar, mas será que pensar em algo negativo atrai realmente esse algo negativo que nos incomoda? É talvez como acreditar que a inveja dos outros (algo que tambem não vemos mas que transparece nos actos e atitudes dos outros) pode trazer-nos azar.


Dou por mim a pensar e a recear esse tipo de pensamentos (negativos) e devido a isso, tento então, de alguma forma, não dar crédito ao pensar que um dia possas abrir a porta de um mundo abstracto onde nós não conseguiremos estar verdadeiramente contigo, um mundo incógnito, de maravilhas inversas, fechado a mais de sete chaves. Peço, muitas vezes sem saber bem a quem, que isso não aconteça e que esse mundo, essa realidade em que vivemos, apesar de muitas vezes cruel e injusta, seja também o teu mundo e a tua realidade, pois será sinal de que juntos, partilharemos, as nossas vidas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

16.1 - Bloqueio/Falha de sistema


É fazerem-nos uma pergunta e ouvirmos, em simultâneo, o silêncio da nossa resposta e as engrenagens do nosso cérebro a processarem a questão, a tentarem fabricar uma possível resposta. Uma resposta que pode de alguma forma ser crucial ou não, tudo depende do ponto de vista, tudo depende da sua interpretação. Nos últimos tempos, ou desde há algum tempo para cá que essa espécie de anomalia de sistema por vezes me incomoda e isto porque, muitas vezes, quando nos fazem perguntas é nesse momento que temos uma oportunidade de manifestar a nossa opinião, o nosso parecer acerca de algum assunto e não aproveitarmos essas oportunidades pode ser algo mau a médio-longo prazo. Dizem que quem cala, consente, e às vezes parece que é assim mesmo, embora na realidade o silêncio seja muitas vezes a demonstração de uma falta de interesse, a demonstração de indiferença perante possíveis assuntos ou situações. Por mais que se queira é impossível querermos e podermos ficar no nosso canto sempre que desejamos...o mundo chama-nos a intervir e como seres sociais que temos de ser, temos de marcar presença de alguma forma. 


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Outra vez fim de ano...que venha 2016


Quase que se torna uma tradição passar por aqui neste dia e deixar aqui umas palavras em jeito de fecho de ano, em jeito de despedida, em jeito de registo e agora já me fartei da expressão "em jeito"...até parece brasileiro ou derivado de acordos ortográficos!
Desta vez não quero falar directamente de objectos ou metas a alcançar já que isso iria soar repetitivo, tipo mais do mesmo, palavras ocas e típicas desta altura do ano. 
Para muitos não passará apenas de uma noite de passagem de dia, de quinta para sexta-feira..para outros será motivo para justificar algumas loucuras...e ainda para outros, uma ocasião para celebrar e festejar, de forma razoável, comedida, a passagem de mais um ano na companhia dos familiares e amigos. De tudo para todos.
No entanto, em 2016, espero conseguir dar mais vida a este espaço que por vezes deixo ao abandono, como um deserto por onde só passa o vento, como um local que, por não ser físico, pode correr o risco de deixar de existir. Há dias em que isso é uma hipótese mais provável do que remota. Em todo o caso espero que tal não aconteça em 2.0.1.6.

Àqueles que tropeçarem nestas minhas palavras, desejo, sinceramente, um ÓPTIMO ANO NOVO!