quarta-feira, 29 de julho de 2015

Desafio de análise de personalidade - IBM - WATSON


Ao visitar um site de informática que tenho por hábito visitar, reparei num artigo/notícia relacionado com um sistema da IBM que supostamente é capaz de fazer um "retrato" ou análise da nossa personalidade com base num texto por nós escrito que contenha no mínimo 100 palavras. Decidi experimentar, contudo a minha ideia era não escrever um texto demasiado pessoal pois nesse caso à partido o sistema tinha a "papinha" toda feita e aí não era possível avaliar a eficácia do dito sistema.

Eis o link onde se encontra o exercício:
https://watson-pi-demo.mybluemix.net/

Texto escrito para ser analisado:
Decided to give a try to this challenge of trying to express myself through words. Always preferred to accept a challenge instead of accepting orders even though I consider myself to be a person that like to help others when they so deserve and when those persons mean something or so much to myself.

Not sure if this thing of computer analyzing software will be accurate about checking my personality but due to my curiosity i decided to try. If we get judged by people almost every day and almost every moments of the day why not give a change to a computer bases system that is not even seeing us?! Probably the result will be something ridiculous or total opposite to what i thing about myself. I'll see soon as my number of words already reached the necessary amount for this test. here it goes....

Análise efectuada pelo sistema:
You are guarded, skeptical and can be perceived as inconsiderate.
You are self-conscious: you are sensitive about what others might be thinking about you. You are unconcerned with art: you are less concerned with artistic or creative activities than most people who participated in our surveys. And you are melancholy: you think quite often about the things you are unhappy about.
Your choices are driven by a desire for prestige.
You consider achieving success to guide a large part of what you do: you seek out opportunities to improve yourself and demonstrate that you are a capable person. You are relatively unconcerned with tradition: you care more about making your own path than following what others have done.

...
Parte do resultado foi verdadeiro, contudo outras partes nem por isso. O texto está "decorado" com cores conforme o que achei do resultado...assim, o verde corresponde ao que considero correcto, o vermelho corresponde ao que não está certo e que considero ser o oposto de mim e o lilás ou roxo, corresponde àquilo que pode ou não se aplicar, depende do contexto.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Essa proximidade entre pessoas


Hoje é a nossa vez de passar por aquelas pessoas que, noutros tempos, não em séculos passados, mas em anos passados, nos reconheceriam sem dificuldade porque nos conheciam como sendo filhos de fulano e fulana tal, nos conheciam como sendo os rapazes da rua tal. Eramos crianças, até perto da adolescência, e ainda nos conheciam, depois, com o passar do tempo e após alguns anos afastados e sem ver essas pessoas, passada a idade da adolescência e passado aquilo a que se pode chamar os primeiros anos da idade adulta, passamos novamente por essas pessoas e é como se fossemos estranhos, pessoas novas que, suponho eu, elas pensam nunca ter conhecido na sua vida, crianças transformadas em adultos que nunca entraram em suas casas enquanto tal, que nunca souberam os nomes dos filhos delas, mas que na realidade sabem porque se lembram. Por vezes surge aquela vontade de, ao passarmos, perguntarmos como vai a Senhora "tal"? Lembra-se de mim? Filho de e de? Que morava ali na rua tal? Que é feito dos seus filhos? Mas então seguimos em frente em silêncio, sendo apenas mais uma pessoa desconhecida que passa diariamente naquela rua porque hoje aquela rua é apenas uma rua de passagem, não é a rua a que se pertença mais, não é a rua onde íamos bater à porta dos amigos e perguntar se estavam em casa e se podiam vir para a rua brincar.
Amanhã poderá ser a nossa vez de não reconhecer as crianças de hoje, os filhos de quem conhecemos e de quem supostamente nos lembraremos mais tarde quando, por algum motivo, também se ausentarem daquela zona onde viram os seus filhos crescer. Em todo o caso, a probabilidade de isso acontecer já será menor porque os tempos são outros, e essa familiaridade entre pessoas, sobretudo as que vivem em zonas mais urbanas, fora das vilas ou aldeias, é algo que vai se tornando mais raro. Nos dias de hoje, sobretudo fora dos meios mais pequenos ou reservados, já não se verifica essa proximidade entre as pessoas.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Frase do dia...


"O que se passa contigo?! Nunca te vi tão desligado do mundo!"

Este não é  certamente o tipo de coisas que esteja habituado a ouvir, mas o frase em si também está sujeita a um contexto e obviamente que faz mais sentido quando analisada perante o quadro geral a que di respeito. No momento nem tive bem resposta para dar e o que ouvi não foi algo que mexesse muito comigo, contudo, como costumo considerar aquilo que me é dito, pois nos dias de hoje palavras sinceras  (mesmo que nem sempre agradáveis) nem sempre abundam e por isso dou-lhes o devido valor e não pude deixar de pensar nessa afirmação/observação que me foi feita. O curioso foi também ter sido proferida por alguém que à partida nem se preocuparia em dizer nada.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Into dust....

Olho para a aquilo que se pode designar como tua representação digital e o que vejo é alguém que pareço desconhecer. Faço um esforço para ligar quem vejo à pessoa que outrora pensara conhecer, à pessoa que tenho gravada na minha memória. Devo dizer que esta tentativa de ligação não é uma tarefa fácil, já que a associação entre o antes e o presente sofre das lacunas causadas pelo passar do tempo, pela distância da terra e água que nos separa e pela ausência de convivência. Há quem consiga ultrapassar esses obstáculos recorrendo à tecnologia, pois para quem consegue tirar proveito da mesma, consegue manter os seus laços em saudável estado de saúde. Todavia, e como as pessoas por vezes têm a tendência de se fechar em conchas ou bolhas de ar invisíveis, essa ausência já se começa a sentir mesmo quando as pessoas ainda estão presentes fisicamente no mesmo espaço. A partir do momento em que o diálogo e a confiança se torna restrita, inicia-se o aparecimento de uma espécie de abismo o seu consequente crescimento. Construir uma nova ponte que seja capaz de unir esses dois pontos, então separados pelo abismo, poderá não ser tarefa fácil. A amizade, quer esta seja entre amigos ou entre irmãos, é algo que infelizmente pode enfraquecer pelos mais diversos motivos e se há coisas tristes, uma delas é recordar com nostalgia aquelas pessoas que se afastam de nós, quer no tempo, quer no espaço.

"I could feel my eyes turning into dust
And two strangers turning into dust
Turning into dust"



sábado, 6 de junho de 2015

A Rapariga no Comboio

Será que este livro realmente justifica tanto alarido e que a questão de ter vendido tanto em tão pouco tempo é sinónimo de ser bom?! Não será um caso marketing para chegar às grandes massas?! 
Penso que ultimamente (ou talvez tenha sido sempre assim ao longo dos tempos), incluindo na literatura, as pessoas gostam de seguir modas, tendências e uma das razões porque acontece é porque de alguma forma as faz sentir incluídas, faz-lhes sentir que têm algo em comum com outras pessoas. Mas o meu objectivo não é vir aqui criticar o sucesso do livro, antes pelo contrário, pois fiquei com vontade de saber porque consideram o livro "bom" e devo referir que a sinopse foi suficiente para também querer saber o que se passou. Talvez seja mais um livro para adicionar à lista dos "must read".

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Parallels ou Planetas Terra alternativos


Tal como muitas outras pessoas, vi Parallels pensando que se tratava de um filme, mas pelos vistos mais parece ser um episódio piloto para aquilo que poderia ser mais uma série de televisão.
O que me levou a ver foi sem dúvida a possibilidade de ficar a conhecer novas versões do planeta terra (vejam o trailer), pois gosto de filmes/séries/histórias que mostrem algumas utopias ou distopias, permitindo-nos assim vaguear por mundos diferentes, mundos supostamente paralelos onde pessoas ou locais podem coexistir como sendo diferentes versões de si mesmo. Como referência pode deixar o exemplo de parte da série Fringe (pois nem toda ela se focou nos universos paralelos) que explorou de forma quase sempre satisfatória essa vertente dos universos alternativos.

Aqui nesta série ou filme, tudo se encontra a um nível relativamente mediano. É daquelas coisas que ao ver na companhia de outras pessoas, e partindo do principio que seria uma sugestão minha, eu estaria sempre "com o pé atrás" com receio que aquilo fosse simplesmente uma perda de tempo para quem também estivesse a assistir, nem que eu tivesse participado de alguma forma na concepção de tal filme ou série!, mas pronto ... há quem diga que é falta de respeita fazer os outros perder tempo.
O final sem dúvida que acaba por ser o ponto alto, quer seja por bons motivos (dá vontade de querer ver mais), quer seja por maus motivos (acaba assim?! então?!).

Apenas fica a recomendação ou dica de que devem ver apenas se souberem que poderá haver uma continuação, caso contrário, poderá mesmo ser tempo perdido.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

House in the Garden - Recriando uma tela de Picasso

O processo criativo é algo extremamente subjectivo nos seus mais diversos aspectos, independentemente do campo a que se refira. No caso particular deste post, a minha referência não vai para o escrever, pois sei que essa arte não é algo que considere a minha praia (como se costuma dizer). Posso gostar de me entreter um pouco com as palavras e de fazer delas um amigo confidente, mas sei que dificilmente sou capaz de as dominar como gostaria. É, sem dúvida, uma arte que também admiro bastante.
Este meu post tem antes algo a ver com um passatempo que desde há uns anos para cá tenho tentado explorar e que é nada mais nada menos do que tentar pintar, tentar transformar telas brancas em algo que me diga alguma coisa.
Não tem sido um percurso fácil porque é algo que me faz questionar muita coisa. Se por um lado há dias em que o pincel, as tintas e a tela são aquilo que mais preciso, existem outros em que a frustração fala mais alto e isto acontece devido a uma espécie de insatisfação que toma conta de mim, uma sensação de estagnação, um estar preso a algo que me transcende, como querer expressar-me e não sentir a força suficiente para o fazer ou a forma mais adequada para tal. Todavia, tal e qual como alguém que acaba de escrever um excelente texto, como alguém que tira uma foto que capta a essência de um momento, como alguém que usa a sua voz para fazer nascer a música que deixa os outros com pele de galinha, é com um sentimento de alegria e prazer que olho para algo que fui capaz de fazer. Uma sensação de realização pessoal, uma sensação de que o tempo usado, não gasto, valeu a pena!

O pequeno vídeo que aqui fica refere-se a uma espécie de brincadeira que tinha como objectivo recriar uma obra de Picasso, no sentido de ser um estudo de uma pintura que retratasse o movimento artístico conhecido por Cubismo. A pintura original chama-se House in the Garden e é datada de 1908. Sei que recriar uma pintura não tem muito de criativo ou original e nesse sentido percebo que não seja o melhor exemplo para completar este post. Deixo este exemplo apenas pelo facto de nesse pequeno vídeo estar presente as diferentes etapas na fase da criação da pintura original.



Abaixo deixo uma foto da pintura original de Picasso.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mergulho

Bem que, com o aparecer do sol após alguns dias consecutivos de chuva e nevoeiro (não que esses também não tenham o seu quê de especial) apetecia e muito um bom passeio num daqueles "barquinhos". Uma viagem de férias que nem precisava ser muito longa, quer em tempo quer em distância, mas que fosse suficiente para desanuviar como se costuma dizer.



Não sendo a primeira hipótese algo muito viável, não me importaria também de mergulhar nessa água fresca e repleta de cores que nos puxam para dentro de si, nem que seja mentalmente. Tenho quase a certeza que saberia bem!




domingo, 3 de maio de 2015

Mother



Hoje, não sendo muito diferente de todos aqueles que dedicam algo a alguém especial, também dedico esse post àquela pessoa a quem se deve sempre o agradecimento pela sua existência, à sua mãe...à MINHA MÃE!

Reconheço que não sou o tipo de pessoa que conversa sobre tudo e mais alguma coisa com a sua mãe, não que ela não fosse uma pessoa com quem o poderia fazer, mas simplesmente porque isso tem a ver com o facto de eu ser algo reservado em relação a determinadas coisas. Assim também posso ser considerado daquelas pessoas que não expressa efusiva e verbalmente o seu reconhecimento pelo trabalho de mãe, pelo papel de mãe, pelo amor de mãe, e que ao invés disso, prefere antes traduzir esse tipo de reconhecimento através de acções ou através do respeito demonstrado.

À semelhança de muitas outras pessoas, e como acontece com outros tipos de relações, quer sejam relações familiares ou não, também temos tido, ao longo do tempo, os nossos altos e baixos e embora existam palavras e acções que ficarão para sempre gravadas, não serão essas aquelas a que irei recorrer para me lembrar de ti ou para reconhecer a tua pessoa e o teu carácter. Há coisas nossas [tuas, minhas e dos meus irmãos] que serão nossas e que assim devem ser mantidas.

Entristece-me saber que de certa forma o teu percurso poderá não ter sido o expectável e que ao olhares para trás e ao tentares olhar para a frente, possas sentir uma sensação de desconforto, uma sensação de derrota, de algum desamparo, porque depois de todas essas batalhas travadas a vitória é algo que ainda não se avista. Mesmo sabendo que o teu desejo não é estar a cantar a vitória ou a vangloriar-se desta, sei que nesta altura do campeonato irias saborear com prazer o merecido sossego, gozar a tranquilidade da tua idade na companhia dos teus filhos, dos teus netos, usufruir de um estado de espírito que se poderia considerar realizado. Um estado de espírito disposto a riscar as etapas já realizadas e possivelmente apto a deixar-te traçar pequenos objectivos secundários, que não sendo prioritários, poderiam ainda fazer-te sentir mais feliz. Mas a vida não é uma mar de rosas para quem quer, mas sim para quem teve essa sorte, e infelizmente nem todas as mães têm esse prémio [sentir a vitória] depois de vários anos ao "serviço" dessa função de serem mães, de dedicarem a sua vida (seja em que percentagem for) aos seus filhos. 
Como ironia do destino, muitas ainda sentem que a fase pior das suas vidas está a acontecer neste momento, ou que estás prestes a chegar, porque em vez de gozarem do descanso, estão a sentir na pele os problemas causados pelos filhos e devido a isso, associado a outras possíveis situações menos positivas, vivem num estado de preocupação que pode ultrapassar os seus limites, pois não é tarefa fácil multiplicar os problemas que podiam ser só seus, pelos problemas que podem ser dos vários filhos. 
Por isso, e quero que seja assim enquanto eu for capaz, tentarei, dentro das minhas possibilidades, não te retirar esse direito de tranquilidade, esse sossego da mente que tanto mereces.   

   

terça-feira, 21 de abril de 2015

Waiting



Há momentos na nossa vida que são marcados por uma espera, períodos de tempo vividos com diferentes intensidades consoante aquilo que representam ou consoantes o resultado final dessa espera que poderá traduzir-se num objectivo concretizado ou algo semelhante.   


Em certas situações há ainda a possibilidade de haver múltiplas "esperas" dentro da "espera principal", como se fosse uma régua com uma série de traços que variam de tamanho, sendo os traços/riscos mais pequenos o percorrer do caminho sem grandes contratempos, enquanto que os traços/riscos maiores seriam equivalentes a momentos-chave, a momentos de maior ansiedade, a momentos que acabam por marcar um antes e um depois. É como se, nesses momentos-chave, fossemos adquirindo novas pistas para seguir em frente, recolhendo fragmentos de informação que servirão de orientação para as etapas seguintes, rumo ao objectivo maior, rumo ao desconhecido. 

Toda essa espera ou esperas, acaba por ser uma forma de enfrentarmos diferentes desafios e sobretudo alguns medos, medos que outrora poderiam não fazer diferença porque estavam ocultos, não faziam parte da equação, não nos diziam respeito, à semelhanças das coisas que sabemos que acontecem por esse mundo fora mas que mesmo assim parecem ser só coisas da televisão e da ficção dos filmes, que só nos dizem respeitam quando nos batem à porta ou à porta de alguém que não nos é indiferente.

Será hoje um momento-chave?! Ou será que no fim de contas, todos os dias são momentos-chave e que nem sempre sabemos interpretá-los como tal?!