quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

17.3 - Saint Sister - Corpses

"I never thought that when you built our home, you’d make it out of blood and bones..."



We stand hand to/in hand like corpses
Our friends are corpses too
And the mand who do the photograph likes to look at you
......
Darlin i have tried to fix you
I can't count the time that i [would] have kissed you
......
I never thought that when you built our home, you’d make it out of blood and bones
......
Darlin one of us should go
My eyes were the first to disapear
Then went my nose then went my ears
No eyes and no nose
There's death that i chose

You're dead, i'm dead
You said that i Bled
You dried
......
It's contagious
My fear
and your pain
We look like corpses 
and our friends look the same
we all stood together for worse or for better
we all stood together for a photograph
......


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

17.2 - Eis a questão

O que fazer quando desejamos esquecer algo ou alguém mas ao mesmo tempo, e na realidade, pode não ser exactamente isso que se pretende?
- É lidar com a situação, pois então!? Não há outra alternativa. Se te sujeitaste a tal, então terás de ser tu também a desenvencilhares-te. Não te esqueças que há coisas que podem não ser um problema e só o são se tu assim entenderes. Analisa os pormenores ou os critérios do assunto e pondera. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

17.1 - Ilusões

Por vezes a vida resume-se a uma série de ilusões que nos guiam ao longo do tempo e das circunstâncias. Há quem diga que vamos aprendendo com os erros e há também a vertente de que vamos aprendendo a lidar com as ditas ilusões, pois na medida do possível vamos delineando o nosso caminho com base na nossa capacidade de lidar com as situações que vão surgindo e vamos dando resposta às mesmas fazendo as nossas escolhas com a convicção de que estamos a fazer o que é certo. Infelizmente há coisas que no momento nos parecem certas e depois acabam por não o ser, e felizmente também acontece o inverso... embora mais raramente.
De tempos a tempos e não necessariamente respeitando um período de tempo regular, mas antes determinadas circunstâncias, eis que volta à baila o sentir algo sem sentido, um querer estar presente sem razão aparente e depois sentir um murro no estômago quando se queria que o que fosse nao é e só patecia ser porque assim o imaginávamos pu desejávamos.


ironicamente e lamentavelmente uma das coisas que desejaria que fosse uma ilusão acaba por ser quase uma certeza, um facto.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

16.17 - Dança, Dança, Dança ... Haruki Murakami


Dança, Dança, Dança é o livro que dá continuação à história do personagem (ou algumas personagens) do livro Em Busca do Carneiro Selvagem, no entanto, pode também ser lido como um livro independente já que a sua "história" tem um princípio e um suposto fim.
Quem já leu outros livros de Murakami poderá não se surpreender muito com este livro, quer pela positiva, quer pela negativa. Há que dar algum desconto devido ao facto deste livro já ter sido escrito há muito muito tempo, pois caso não o tivesse sido, na minha opinião, as referências musicais e às refeições (dois elementos típicos dos livros de Murakami) acabam por aparecer aqui talvez num tom de ligeiro exagero (há também a desculpa do título do livro ...como é que se dança sem música?!). Se fossemos pesquisar ou tentar conhecer todos as músicas ou bandas mencionadas neste livro, nunca mais o acabávamos de ler. Por outro lado, quem tiver paciência, tem pela frente um óptimo desafio, pois embora haja referências a músicas ou bandas conhecidas, há muitas outras que aposto que nunca ouviram falar.
Quem gosta dos livros de Murakami muito provavelmente também vai gostar deste, pois já estará habituado à dualidade entre o que é real e o que não é (podendo ser um sonho, podendo ser imaginação, podendo ser algo sobrenatural) e assim pelo meio não faltarão algumas surpresas. Há momentos em que as coisas parecem demorar um bocado a desenvolver-se e a história não ata nem desata...há que ter alguma paciência. Quanto às personagens em si, estas variam entre o estereotipo e o peculiar e essa mistura, no final de contas, acaba por "salvar" um pouco o livro. Quem é que gosta de ler um livro no qual as personagens não acrescentam nada de novo?

Falando do título do livro, este pode de certa forma remeter para a metáfora que é a vida, ou seja, há que dançar e tentar manter o ritmo o máximo que conseguimos ... dançar da maneira que pudermos, dançar da maneira que soubermos ... o importante é não desistir, não parar e tentar fazer os outros ver que estamos a dançar, dançar dançar.
Em breve (espero eu), com tempo, deixarei alguns excertos que certamente merecem cá estar.






domingo, 10 de julho de 2016

16.16 - Portugal - Campeão Europeu 2016


Quem me conhece sabe que não sou das pessoais mais efusivas em termos de festejos ou de me expressar, no entanto, de forma simples e comedida, não deixo de estar satisfeito com esta vitória de Portugal. Nem tudo há de ser mau no que respeita ao nome do nosso país. Não sendo um expert na matéria, percebo que Portugal, ou melhor, a equipa portuguesa, pode não ter demonstrado ao longo deste campeonato europeu um futebol  digno de se sagrarem os campeões, mas ainda assim conseguiu o suficiente e melhor do que tudo, não desistiu de acreditar e lutou até ao fim, tendo assim conseguido pela primeira vez obter este título...CAMPEÕES EUROPEUS DE FUTEBOL! Pelo menos nisso estamos de Parabéns e que estes breves momentos de festa sirvam para esquecer as amarguras dos restantes dias. 

sábado, 9 de julho de 2016

16.15 - Not a fairy tale, but also, not a sweet dream


A nossa vida pode não ser um conto de fadas. É simplesmente como muitas outras, um enorme conjunto de momentos, com os seus momentos positivos e negativos, com os problemas fugazes e outros que teimam em permanecer (regra geral esses são aqueles que não dependem só de nós, ou melhor, quase nem dependem de nós, mas afectam-nos de forma massiva).
Infelizmente a minha pode estar a caminhar para se tornar um (pequeno, médio ou grande...até parece um menu) pesadelo. O click ou o pontapé de saída pode até já ter acontecido e agora ser apenas uma questão de para lá caminhar, só espero que essa caminhada seja feita com passos de formiga (como aquele jogo de infância em que tínhamos de avançar até certa meta conforme o tipo de passos que podíamos dar) e isto no que diz ao tamanho deles e não à sua velocidade, pois em termos de velocidade escolheria sem dúvida um amigo caranguejo, que andasse bem para trás ou para os lados, esquivando-se e arranjando um caminho alternativo. Mas infelizmente o tempo [ainda e nem tão cedo, e atrevo-me a dizer nunca nesse caso] não volta para trás. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

16.14 - "Adoro" quando ... e as orelhas de elefante

"Adoro" quando ...
As pessoas estão tão ocupadas nas suas tarefas ... possivelmente a trabalhar a ponta dos dedos nas teclas dum teclado "tac tac tac tac tac paa tac tac paa tac ........". Subitamente um telefone toca, toca, toca ... há quem não possa quebrar o ritmo, as suas tarefas, e por isso ignora, ignora, não atende ... parece que "it's my turn to pick it up" e quando isso acontece, é como se o "tac tac tac tac tac paa tac tac paa tac ........" fosse demasiado alto (sonoramente falando) para quem está do outro lado da linha me conseguir ouvir ou vice-versa, e eis que se faz silêncio! É como se aparecessem, quase assim do nada, umas enormes orelhas de elefante.

Mesmo que não fossem orelhas de elefante ... já o capuchinho vermelho dizia...ou perguntava:

"Avozinha, porque é que tens uma orelhas tão grandes?!"

Sempre podia chamar o Smeagol/Gollum


segunda-feira, 4 de julho de 2016

16.13 - Cidade Sem Alma (2º Livro do Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares)

Para quem não conhece o 1º Livro, este chama-se "O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" e conta a história peculiar (ou parte desta) de Jacob Portaman. A sinopse do 1º livro é a seguinte:


Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde encontra as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tivessem sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas… Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.




É um tipo de livros que à partida estão mais direccionados para um público mais jovem, talvez adolescentes, no entanto, e embora sentisse que por vezes estava a ler um livro inadequado para a minha idade, sobretudo neste segundo livro, não foi por isso que deixei de gostar da sua leitura. Posso dizer que esperava uma pouco mais deste segundo livro no sentido de haver mais desenvolvimentos na história dos peculiares. Mas há que não se deixar enganar por estas palavras, pois não se trata de um livro "parado", já que num curto espaço de tempo, de cerca de três dias, muita coisa acontece e são diversas as situações que nos permitem conhecer melhor cada uma das personagens peculiares. Neste livro, e à semelhança do que acontece no primeiro, está presente mais uma série de fotos bizarras que de certa forma, suponho eu, acabaram por inspirar o autor aquando da construção de algumas personagens ou descrição de acontecimentos inseridas no contexto da acção ou desenvolvimento do livro. Estas fotos e a aparência gráfica do livro fazem com que o próprio livro seja também ele peculiar.


O final deste 2º livro acaba por saber a pouco, pois acontece justamente quando nos preparavamos para as coisas "sérias" e agora há que aguardar pelo 3º livro. Devido ao facto de já ter lido os dois primeiros, irei quase de certeza ler também esse 3º, sendo ele para adolescentes ou não. Mal não faz! 


Afinal de contas não nos faz mal de vez em quando regressar aos tempos da adolescência, nem que seja em memórias, e em particular nos livros que são dados a isso...a invocar esse tempo que já passou e que foi vivido de uma forma talvez diferente daquela que se idealizava (mesmo não sendo peculiares no sentido de peculiaridade que encontramos aqui nos livros da senhora Peregrine).

Já agora aproveito para aqui deixar o trailer do filme baseado neste(s) livro(s), que, embora à primeira vista pareça ser ligeiramente/bastante diferente do que encontramos no livro, a essência deve ser a mesma e valerá a pena, com cetreza, espreitar!



segunda-feira, 20 de junho de 2016

16.12 - The "a" Word

Ao vermos as imagens que se seguem e o título da série em si, não será difícil sabermos afinal de conta de que se trata esta série televisiva...





Devido ao facto de ter um membro na família que está no espectro (como pelos vistos algumas pessoas costumam dizer), e sendo pai de uma criança que ainda não ultrapassou aquilo que considero ser a fase/idade de risco ou a fase/idade de indefinição em relação a um diagnóstico de algo como o autismo, tratou-se de uma série que queria ver (devido ao tema e por ser pequena).
Resultado ... 

Arrependi-me e não me arrependi.

A primeira porque faz pensar no assunto e acaba por ser uma forma de reavivar aquele receio (que tento ignorar, mas nem sempre é fácil) de sermos "contemplados" com algo do género e ficar a magicar e a ver coisas onde elas podem não existir.

A segunda porque a interpretação da criança autista (não num grau demasiado severo) está muito bem conseguida e como sendo ao fim ao cabo o centro da série, acho que escolheram muito bem a criança para desempenhar o papel em causa. Também porque creio que a série no geral acaba por cumprir os seus objectivos que, a meu ver, passam por ser um entretenimento (com algum humor inglês à mistura, retratando as  circunstâncias de uma família que nesse caso é composta por uma série de personagens, tios, avós, etc, que de certa forma estão todas juntas ou próximas num espaço físico possibilitando assim a exploração do tema no seio da família mais alargada, qual a reacção da família ou o impacto que o autismo nesse caso pode causar no seio desta) e o alertar o público em geral para esse tipo de "problemas" que infelizmente cada vez se torna mais comum e também para fazer ver um pouco aquilo que os pais enfrentam ou com aquilo que lidam, não esquecendo a própria criança que terá de viver numa luta constante porque a sua integração, a diversos níveis, na sociedade, acaba por estar comprometida.




sexta-feira, 10 de junho de 2016

16.11 - Chorar, as cartas e a verdade

"Caminhei pela margem do rio até à foz, sentei-me nos últimos cinquenta metros de praia que ainda existiam e estive duas horas seguidas a chorar. Nunca tinha chorado tanto em toda a minha vida. Só depois de chorar essas duas horas consegui finalmente recuperar a coragem para me levantar. Não sabia para onde ir, mas pus-me de pé na mesma e sacudi a areia que ficara agarrada às calças.
O Sol tinha-se posto por completo, mas o dia ainda não chegara ao fim. Comecei a andar. Nas minhas costas, ouvia o murmúrio das ondas."



"Escrever cartas nunca foi a minha especialidade. Sai-me sempre tudo ao contrário e confundo o significado das palavras."
"Regra geral, as pessoas que têm jeito para escrever cartas são precisamente aquelas que têm necessidade de o fazer."
"Nesta altura faz um frio terrível e estou com as mãos dormentes. Tenho a sensação de que as mãos não me pertencem. Com o cérebro passa-se a mesma coisa, também parece não ser o meu."
Tirando o frio, estou vivo e respiro saúde. E tu? Não te vou dar a minha morada, mas peço-te, não me leves a mal. Não é que seja minha intenção esconder-te alguma coisa, vê se me entendes....Se te desse a minha direcção, acredito que nesse mesmo instante algo dentro de mim mudaria irreversivelmente. Ainda que queira, não consigo explicar melhor.
Estou em crer que tu sempre compreendeste muito bem todas as coisas que eu não consigo verbalizar correctamente.O único problema é que, quanto mais e melhor tu me compreendes, menos capaz sou de me explicar. Devo ter nascido com algum deficiência cognitiva.
É claro que toda a gente tem os seus defeitos.
O meu maior defeito é que, com o passar dos anos, aumentam as imperfeições."
....
"Ainda não sei bem se estou talhado para esta vida. Da mesma forma que não sei se a chamada 'alma de nómada' é um fenómeno para durar toda a vida. Como alguém escreveu um dia, para levar uma vida de nómada por excelência são precisas três coisas - um temperamento religioso, um temperamento artístico ou então um temperamento espiritual."
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"Também pode acontecer que eu tenha aberto uma porta que não devia, e já não esteja em condições de recuar." 
"Tal como eu disse no início (disse, não disse?), quando penso em ti sinto-me um bocadinho envergonhado. Talvez por saber que tu guardas de mim uma boa recordação, dos tempos em que eu era uma pessoa relativamente normal."
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"- Falar com franqueza e dizer a verdade são duas coisas totalmente diferentes. A honestidade está para a verdade como a proa de um barco para a sua popa. A franqueza aparece em primeiro lugar, a verdade vem depois. O intervalo de tempo entre ambas está na proporção directa da envergadura do barco. A verdade, quando aplicada Às grandes questões, tarda em aparecer. Acontece,. por vezes, que só se manifesta depois da morte. Por tudo isso, não será culpa minha nem tua caso a verdade não venha à tona."


Estes são alguns pequenos excertos do livro "Em busca do Carneiro Selvagem" de Murakami. Podem ganhar um sentido diferente quando apresentados for do contexto em que se inserem, mas de qualquer maneira as palavras por si só, excerto ou não, falam por si.