domingo, 24 de janeiro de 2016

16.3 - Freewheel - Mais uma volta

Todos os anos, mais ou menos por esta altura do ano, esta musica faz anos. É daquelas músicas cuja sonoridade nos faz viajar nos tempo devido àquilo que representa. Faz também pensar no tempo que passa, mergulhar na comparação, quase obrigatória, entre o antes e o depois, entre o antes e o agora.


16.2 - Mundo Abstracto

Não sei se será superstição ou não, se é algo em que se deva acreditar, mas será que pensar em algo negativo atrai realmente esse algo negativo que nos incomoda? É talvez como acreditar que a inveja dos outros (algo que tambem não vemos mas que transparece nos actos e atitudes dos outros) pode trazer-nos azar.


Dou por mim a pensar e a recear esse tipo de pensamentos (negativos) e devido a isso, tento então, de alguma forma, não dar crédito ao pensar que um dia possas abrir a porta de um mundo abstracto onde nós não conseguiremos estar verdadeiramente contigo, um mundo incógnito, de maravilhas inversas, fechado a mais de sete chaves. Peço, muitas vezes sem saber bem a quem, que isso não aconteça e que esse mundo, essa realidade em que vivemos, apesar de muitas vezes cruel e injusta, seja também o teu mundo e a tua realidade, pois será sinal de que juntos, partilharemos, as nossas vidas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

16.1 - Bloqueio/Falha de sistema


É fazerem-nos uma pergunta e ouvirmos, em simultâneo, o silêncio da nossa resposta e as engrenagens do nosso cérebro a processarem a questão, a tentarem fabricar uma possível resposta. Uma resposta que pode de alguma forma ser crucial ou não, tudo depende do ponto de vista, tudo depende da sua interpretação. Nos últimos tempos, ou desde há algum tempo para cá que essa espécie de anomalia de sistema por vezes me incomoda e isto porque, muitas vezes, quando nos fazem perguntas é nesse momento que temos uma oportunidade de manifestar a nossa opinião, o nosso parecer acerca de algum assunto e não aproveitarmos essas oportunidades pode ser algo mau a médio-longo prazo. Dizem que quem cala, consente, e às vezes parece que é assim mesmo, embora na realidade o silêncio seja muitas vezes a demonstração de uma falta de interesse, a demonstração de indiferença perante possíveis assuntos ou situações. Por mais que se queira é impossível querermos e podermos ficar no nosso canto sempre que desejamos...o mundo chama-nos a intervir e como seres sociais que temos de ser, temos de marcar presença de alguma forma. 


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Outra vez fim de ano...que venha 2016


Quase que se torna uma tradição passar por aqui neste dia e deixar aqui umas palavras em jeito de fecho de ano, em jeito de despedida, em jeito de registo e agora já me fartei da expressão "em jeito"...até parece brasileiro ou derivado de acordos ortográficos!
Desta vez não quero falar directamente de objectos ou metas a alcançar já que isso iria soar repetitivo, tipo mais do mesmo, palavras ocas e típicas desta altura do ano. 
Para muitos não passará apenas de uma noite de passagem de dia, de quinta para sexta-feira..para outros será motivo para justificar algumas loucuras...e ainda para outros, uma ocasião para celebrar e festejar, de forma razoável, comedida, a passagem de mais um ano na companhia dos familiares e amigos. De tudo para todos.
No entanto, em 2016, espero conseguir dar mais vida a este espaço que por vezes deixo ao abandono, como um deserto por onde só passa o vento, como um local que, por não ser físico, pode correr o risco de deixar de existir. Há dias em que isso é uma hipótese mais provável do que remota. Em todo o caso espero que tal não aconteça em 2.0.1.6.

Àqueles que tropeçarem nestas minhas palavras, desejo, sinceramente, um ÓPTIMO ANO NOVO!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O DIA "S"

O post de hoje, que por razões que podem ser mais válidas que outras, tem um atraso de aproximadamente 3 meses, e é dedicado a um dia que acaba por ser como o virar de uma página, um marcador que define um antes e um depois. Não que as coisas possam mudar na sua totalidade, mas digamos que se trata de algo semelhante a um epicentro que desencadeia uma série de oscilações em diversos aspectos da vida.
É talvez um evento descrito como uma espécie de cliché porque todos nós já ouvimos alguém dizer o quão especial pode ser, mas acho que no fim de contas cada um tem direito a dar-lhe a sua devida importância e descrevê-lo conforme o entende e por isso estas minhas palavras que aqui partilho assumem essencialmente o papel de memória futura e não tanto a intenção de tornar público algo pessoal. Claro que quem tirar um pouco dos eu tempo para ler estas palavras mereço um agradecimento implícito por tal gesto. 

Embora possa parecer, não quero relatar isso como uma história ou uma notícia passo a dizer...
Naquele dia, após receber a chamada telefónica que podia indicar que a aventura ia começar, comecei logo a pensar (para mais tarde comprovar) que aquele resto de dia poderia ser repleto de emoções/sentimentos, vivido com os nervos à flor da pele em grande parte das ocasiões. Assim foi ... Começando pela expectativa de pensar que o dia tinha chegado e dali em diante íamos dar os passos finais em direcção à meta, em direcção à hora em que íamos conhecer alguém muito especial e não foi preciso muito tempo até nos darem a a confirmação, a confirmação que sim, que aquele era mesmo o dia em que uma nova aventura, uma nova etapa ia começar.

Calma VS Ansiedade.

Qual o meu papel? Estar presente e ... sentir uma frustração que ia aumentando gradualmente, devido ao facto de nos sentirmos quase inúteis (o pai) perante o sofrimento de alguém que está ao nosso lado (a mãe). Atenção e apoio era talvez tudo o que estava ao meu alcance e que felizmente penso ter conseguido oferecer. Depois de ultrapassada a experiência, imaginar que passar por todo aquele processo sem a presença de alguém, é capaz de ser complicado e por isso é confortante para mim saber que estive presente e que de uma forma ou de outra a minha presença fez a diferença, até porque a certa altura foi bom eu ter estado ali naquele momento.
Com o passar do tempo a Calma foi perdendo a luta contra a Ansiedade que, por sua vez depois pediu algum auxilio ao receio/medo.
As coisas estavam a correr, de forma geral, dentro do normal e pelo que nos diziam, seria uma caminhada que podia demorar algum tempo...teríamos de esperar, ir com calma. Contudo, um pouco mais tarde a situação foi-se desenrolando com maior rapidez e já não ia faltar muito para a hora S. À medida que essa hora se ia aproximando, a passos largos, a ansiedade ia aumentando e quase de um momento para o outro, tudo começou a acontecer muito depressa, mais depressa do que se previa e assim chegou o momento, que não pensávamos que era, mas afinal era. Naqueles momentos eu gostava de me ter conseguido multiplicar, para poder estar em todos os ângulos a ver e a ajudar, a viver o momento. Como não temos essa capacidade, assumi a minha condição de humano e assisti, presenciei e vivi o momento da melhor forma que consegui ...na altura. Devo dizer que foi um momento único, e quando vi aquele nosso fruto, aquela pessoa especial cá fora, não consegui conter as emoções e não sabia se havia de rir ou se havia de chorar e acabou sendo uma mistura das duas coisas em simultâneo, pois a alegria e a percepção da intensidade daquele momento assim determinaram. Sentei-me uns segundos porque parecia que as pernas tinham perdido toda a sua força, mas quase logo de seguida já tive que me levantar porque estar sentado era ainda pior. E então ficamos os três juntos, abraçados, a agradecer aquele momento.

No êxtase daquela hora, soube bem deixarem-nos uns minutos a sós, no silêncio, a olharmos para aquele bebé no colo, ainda sem acreditar, sem parecer que era verdade, seguindo a alegria e vontade de querer dar a notícia aos familiares e amigos mais próximos. Aquela seria uma noite para quase não conseguir dormir. É óbvio que não se pode comparar, mas sabem quando somos crianças, mesmo crianças, e mal conseguimos dormir depois da noite de Natal porque queremos estar com o ou os brinquedos que recebemos, ora aí está algo semelhante ao não conseguir dormir naquela noite, só que em proporções/realidades diferentes. O cansaço haveria de se acumular, e deixaríamos a tentativa de descansar para depois. Não era importante no momento.




Naquele dia e nos seguintes vamos aos poucos tendo noção (como costumam dizer ... vai caindo a ficha) que iniciamos uma nova fase das nossas vidas, sem possibilidade de retrocesso, pois as responsabilidades multiplicam-se e as prioridades alteram-se quase completamente. Esta nova fase é marcada por muitas expectativas, mas também por muitos receios, muitas interrogações e uma transformação na nossa maneira de ver as coisas e na nossa forma de encarar as coisas. Não iniciamos uma viagem para ser feita num mar de rosas, sabemos isso, mas resta-nos agora a esperança e a capacidade de encarar o futuro com optimismo, mesmo com receio e vendo que o futuro é incerto como o tempo dos Açores (que para quem não sabe...nem sempre está mau ou a chover!). Esperemos ter a possibilidade de viver muitos momento de alegria, que seja possível alcançarmos metas que por ventura possamos traçar e que tenhamos a capacidade de ultrapassar os obstáculos (que certamente não serão poucos) que venham ao nosso encontro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Agulha no palheiro ... Patrick Watson - Lighthouse


Achar-te terá outrora sido como encontrar uma agulha num palheiro. Foi obra do acaso, foi obra das palavras e dos sons de vozes envolvidas em instrumentos que resultavam em algo novo, agradável ao ouvido, uma porta de entrada. Repetir tal "proeza" soa a tarefa árdua, pois quando há coisas que parecem resultar dos desígnios do destino, do acaso, é difícil, ou arrisco a dizer impossível ou praticamente impossível, conseguirmos que algo semelhante volte a acontecer pois quando existem variáveis sobre as quais temos pouca influência, o resultado final pode ser inconclusivo. 
Por vezes penso que te vais indo aos poucos, lentamente, ou quase de um momento para o outro, ou em espaços de tempo que nem me recordo ou nem me apercebi....pois o tempo passa e eu, que era eu, se calhar já não sou eu, ou tu, que eras tu, se calhar já não és tu. Somos talvez apenas versões diferentes de nós próprios. Todavia isso deve ser visto apenas como uma mais valia, já que o importante é manter a alma e evoluir a nossa personalidade, adaptar-nos ao mundo, não ficar inertes, presos ao chão como uma estaca, a fazer as vezes de um espantalho que assiste, indiferente, ao mundo em seu redor.




terça-feira, 24 de novembro de 2015

Coração



De tempos a tempos surgem exemplos de situações que nos fazem pensar e confirmar que nada é garantido e que temos a tendência de esquecer esse facto acerca das nossas vidas e das de quem nos rodeia. 
Seria de alguma forma esquisito se também vivêssemos sempre como se não houvesse amanhã, pois acredito que isso levaria a possíveis exageros em determinados aspectos. A solução seria, será ou é, viver o dia a dia com a dose certa de optimismo, com a dose certa de esperança e com a dose certa da capacidade de podermos fazer planos para um futuro a curto-médio prazo. De um momento para o outro tudo pode mudar, é mais rápido do que nós e grande parte das vezes está fora do nosso alcance evitar que assim seja...simplesmente acontece e simplesmente ficamos nós embrenhados em pontos de interrogação e com o coração nas mãos ou regelado dentro do nosso peito ou conforme alguma outra metáfora ou outra figura de estilo ... assim como estou, a senti-lo e a sentir o medo, a confirmar outra vez que nada é garantido. Quero estar certo que é apenas um receio passageiro e trata-se apenas de estar a alimentar minhocas onde elas não devem estar.

* foto de obra do Artista Ricardo Passos

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Juntos no mesmo espaço ao mesmo tempo



Se esta for a forma de poder estar junto de ti, pois que assim seja...
A base que sustenta essa existência é muito frágil, mas ela existe, ela está lá, mesmo que se esfume lentamente e que seja guiada por um tempo imaginário, ela está lá. Tanto que ocupamos o mesmo espaço e sentimos, ou eu pelo menos senti, a surpresa de te ver mais uma vez pela primeira vez no mesmo local que eu. As palavras que trocamos, à semelhança de muitas outras coisas que queremos guardar na memória mas que, por algum motivo, não conseguimos, não as recordo minimamente bem para a partir delas construir um diálogo. Certamente fica comigo o consolo de, na irrealidade de, apesar de ser madrugada e o sol ainda estar de fora, não nos importarmos com o passar das horas, com o facto de já ser "tarde" no dia, e querermos apenas estar ali no mesmo espaço, a partilhar a nossa presença, a nossa companhia.  

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Queixar-me ... terei direito?!




Valerá a pena ter pena ou sentir remorsos por, devido a algum motivo, não termos ajudado quem ajuda nos pediu porque sabemos que a nossa ajuda pode, na verdade, ter mais de prejudicial do que benéfico?! É possível estar sossegado com tais decisões? Nessas alturas e em muitas outras, dava jeito, muito jeito, conhecer um mundo ou universo paralelo onde a realidade fosse mais amigável. Posso não ter tantas razões de queixa como outras pessoas têm, pois reconheço que tenho de estar grato por algumas coisas (ou muitas até), mas creio que também tenho o direito de me lamentar de vez em quando, nem que esse queixume seja apenas o silêncio destas breves palavras que ficarão aqui quase como "novas em folha" em virtude de serem pouco consumidas.
Muitas vezes, e quase sempre em casos de doenças terminais ou com pouca probabilidade de cura, ouvem-se coisas relacionadas com o aproveitar o momento, viver o presente, viver um dia de cada vez...pois bem, desde há uns anos a esta parte, que tenho alguma noção do que é seguir esse tipo de filosofia (mesmo que haja alturas em que nos esquecemos disso e nos acomodamos). Felizmente no meu caso, e pelo menos que eu saiba, a razão por vezes seguir essa filosofia não está relacionada com problemas de saúde, mas sim outros de origem diferente e com muitas variações e ramificações.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Desafio de análise de personalidade - IBM - WATSON


Ao visitar um site de informática que tenho por hábito visitar, reparei num artigo/notícia relacionado com um sistema da IBM que supostamente é capaz de fazer um "retrato" ou análise da nossa personalidade com base num texto por nós escrito que contenha no mínimo 100 palavras. Decidi experimentar, contudo a minha ideia era não escrever um texto demasiado pessoal pois nesse caso à partido o sistema tinha a "papinha" toda feita e aí não era possível avaliar a eficácia do dito sistema.

Eis o link onde se encontra o exercício:
https://watson-pi-demo.mybluemix.net/

Texto escrito para ser analisado:
Decided to give a try to this challenge of trying to express myself through words. Always preferred to accept a challenge instead of accepting orders even though I consider myself to be a person that like to help others when they so deserve and when those persons mean something or so much to myself.

Not sure if this thing of computer analyzing software will be accurate about checking my personality but due to my curiosity i decided to try. If we get judged by people almost every day and almost every moments of the day why not give a change to a computer bases system that is not even seeing us?! Probably the result will be something ridiculous or total opposite to what i thing about myself. I'll see soon as my number of words already reached the necessary amount for this test. here it goes....

Análise efectuada pelo sistema:
You are guarded, skeptical and can be perceived as inconsiderate.
You are self-conscious: you are sensitive about what others might be thinking about you. You are unconcerned with art: you are less concerned with artistic or creative activities than most people who participated in our surveys. And you are melancholy: you think quite often about the things you are unhappy about.
Your choices are driven by a desire for prestige.
You consider achieving success to guide a large part of what you do: you seek out opportunities to improve yourself and demonstrate that you are a capable person. You are relatively unconcerned with tradition: you care more about making your own path than following what others have done.

...
Parte do resultado foi verdadeiro, contudo outras partes nem por isso. O texto está "decorado" com cores conforme o que achei do resultado...assim, o verde corresponde ao que considero correcto, o vermelho corresponde ao que não está certo e que considero ser o oposto de mim e o lilás ou roxo, corresponde àquilo que pode ou não se aplicar, depende do contexto.