segunda-feira, 20 de junho de 2016

16.12 - The "a" Word

Ao vermos as imagens que se seguem e o título da série em si, não será difícil sabermos afinal de conta de que se trata esta série televisiva...





Devido ao facto de ter um membro na família que está no espectro (como pelos vistos algumas pessoas costumam dizer), e sendo pai de uma criança que ainda não ultrapassou aquilo que considero ser a fase/idade de risco ou a fase/idade de indefinição em relação a um diagnóstico de algo como o autismo, tratou-se de uma série que queria ver (devido ao tema e por ser pequena).
Resultado ... 

Arrependi-me e não me arrependi.

A primeira porque faz pensar no assunto e acaba por ser uma forma de reavivar aquele receio (que tento ignorar, mas nem sempre é fácil) de sermos "contemplados" com algo do género e ficar a magicar e a ver coisas onde elas podem não existir.

A segunda porque a interpretação da criança autista (não num grau demasiado severo) está muito bem conseguida e como sendo ao fim ao cabo o centro da série, acho que escolheram muito bem a criança para desempenhar o papel em causa. Também porque creio que a série no geral acaba por cumprir os seus objectivos que, a meu ver, passam por ser um entretenimento (com algum humor inglês à mistura, retratando as  circunstâncias de uma família que nesse caso é composta por uma série de personagens, tios, avós, etc, que de certa forma estão todas juntas ou próximas num espaço físico possibilitando assim a exploração do tema no seio da família mais alargada, qual a reacção da família ou o impacto que o autismo nesse caso pode causar no seio desta) e o alertar o público em geral para esse tipo de "problemas" que infelizmente cada vez se torna mais comum e também para fazer ver um pouco aquilo que os pais enfrentam ou com aquilo que lidam, não esquecendo a própria criança que terá de viver numa luta constante porque a sua integração, a diversos níveis, na sociedade, acaba por estar comprometida.




sexta-feira, 10 de junho de 2016

16.11 - Chorar, as cartas e a verdade

"Caminhei pela margem do rio até à foz, sentei-me nos últimos cinquenta metros de praia que ainda existiam e estive duas horas seguidas a chorar. Nunca tinha chorado tanto em toda a minha vida. Só depois de chorar essas duas horas consegui finalmente recuperar a coragem para me levantar. Não sabia para onde ir, mas pus-me de pé na mesma e sacudi a areia que ficara agarrada às calças.
O Sol tinha-se posto por completo, mas o dia ainda não chegara ao fim. Comecei a andar. Nas minhas costas, ouvia o murmúrio das ondas."



"Escrever cartas nunca foi a minha especialidade. Sai-me sempre tudo ao contrário e confundo o significado das palavras."
"Regra geral, as pessoas que têm jeito para escrever cartas são precisamente aquelas que têm necessidade de o fazer."
"Nesta altura faz um frio terrível e estou com as mãos dormentes. Tenho a sensação de que as mãos não me pertencem. Com o cérebro passa-se a mesma coisa, também parece não ser o meu."
Tirando o frio, estou vivo e respiro saúde. E tu? Não te vou dar a minha morada, mas peço-te, não me leves a mal. Não é que seja minha intenção esconder-te alguma coisa, vê se me entendes....Se te desse a minha direcção, acredito que nesse mesmo instante algo dentro de mim mudaria irreversivelmente. Ainda que queira, não consigo explicar melhor.
Estou em crer que tu sempre compreendeste muito bem todas as coisas que eu não consigo verbalizar correctamente.O único problema é que, quanto mais e melhor tu me compreendes, menos capaz sou de me explicar. Devo ter nascido com algum deficiência cognitiva.
É claro que toda a gente tem os seus defeitos.
O meu maior defeito é que, com o passar dos anos, aumentam as imperfeições."
....
"Ainda não sei bem se estou talhado para esta vida. Da mesma forma que não sei se a chamada 'alma de nómada' é um fenómeno para durar toda a vida. Como alguém escreveu um dia, para levar uma vida de nómada por excelência são precisas três coisas - um temperamento religioso, um temperamento artístico ou então um temperamento espiritual."
....
"Também pode acontecer que eu tenha aberto uma porta que não devia, e já não esteja em condições de recuar." 
"Tal como eu disse no início (disse, não disse?), quando penso em ti sinto-me um bocadinho envergonhado. Talvez por saber que tu guardas de mim uma boa recordação, dos tempos em que eu era uma pessoa relativamente normal."
....
"- Falar com franqueza e dizer a verdade são duas coisas totalmente diferentes. A honestidade está para a verdade como a proa de um barco para a sua popa. A franqueza aparece em primeiro lugar, a verdade vem depois. O intervalo de tempo entre ambas está na proporção directa da envergadura do barco. A verdade, quando aplicada Às grandes questões, tarda em aparecer. Acontece,. por vezes, que só se manifesta depois da morte. Por tudo isso, não será culpa minha nem tua caso a verdade não venha à tona."


Estes são alguns pequenos excertos do livro "Em busca do Carneiro Selvagem" de Murakami. Podem ganhar um sentido diferente quando apresentados for do contexto em que se inserem, mas de qualquer maneira as palavras por si só, excerto ou não, falam por si.

terça-feira, 7 de junho de 2016

16.10 - Murakami - "Em Busca do Carneiro Selvagem" e não só



Este livro de Murakami remonta para os primeiros livros dele, e segundo alguns dizem (supostamente mais entendidos na matéria), é um livro experimentalista. Compreendo que o seja ou que assim seja considerado, pois nota-se que há aqui neste livro "as primeiras tentativas" de Murakami nos fazer viajar por mundos que nem sempre estão ao alcance da nossa realidade. Quem já leu outros livros do autor já está a par dessa sua capacidade, e basta ver que 3 anos depois desta busca do carneiro, o livro "O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo" é um perfeito exemplo da capacidade de misturar o real com o irreal ou o inconsciente, o mundo dos sonhos, universos de certa forma paralelos que acabam por ser uma das coisas que mais me cativam na sua escrita.

Já há muito tempo que estava para ler este livro de Murakami e apesar de não considerar o meu livro favorito dele, é um bom livro e cuja leitura se recomenda sobretudo a quem gosta dos livros deste autor. 

A história em si acaba por ganhar contornos que mais têm a ver com a busca que todos nós também fazemos, com mais ou menos intensidade consoante os momentos ou fases da nossa vida: a busca pelo significado desta vida que temos oportunidade de viver. 

Há alturas no livro que a leitura se torna mais enfadonha (quando queremos avançar na história e o autor lembra-se de fazer um flashback que atrasa o desenvolvimento da história central, ou seja, a tal busca do personagem principal) mas que acabam por ser essenciais para se perceber o contexto ou para conhecer melhor as poucas personagens do livro.

Não é de estranhar algumas situações mais insólitas que surgem aqui e acolá ao longo do livro, chegando algumas delas a serem cómicas e até mesmo ridiculas se levassemos tudo "à letra" aquando da leitura de Murakami, mas que na verdade são mais um ingrediente fundamental para esta receita ser aprovada.

Não sei se terá sido da tradução ou se no original isso também acontecia...mas não gosto nada quando surge ao longo de um livro a repetição de algumas expressões e aqui neste as que mais me chamaram a atenção foram "dê lá por onde der" e "acto contínuo"!

Fiquei por um lado satisfeito por saber que a história da personagem principal deste livro não se ficou por aqui, pois essa continua no livro Dança, Dança, Dança do autor e que será certamente uma das próximas leituras (para não perder o fio à meada).





sexta-feira, 27 de maio de 2016

16.9 - Duke Special - Qual a minha condição hoje?!

Que venha o ***** e escolha!
Esta música, transformada numa miscelânea de adjectivos, acaba por se adaptar a todos nós, pois nós, como pessoas que somos, oscilamos entre estes diferentes adjectivos ou formas de estar na vida. Por mais constantes que tentemos ser, e por mais rotinas que tenhamos, o nosso estado de espírito é algo que está em constante mutação, sempre em rotação como um disco de vinil, à espera que a agulha escolha que pista haverá de tocar e quando aquilo que sentimos não nos deixa sequer definir que adjectivos nos definem hoje ou em determinado momento da nossa vida ou do dia, o som que daí resulta é capaz de ser atroz.


When all these fragments start to roar
Playing like an orchestra.
Sometimes it’s hard to hear yourself think.
It’s like the words are crawling back inside the ink. 




I am perfect,
I am broken,
I’m adored,
I’m unspoken,
I am lonely,
I’m contented,
I am sane,
I’m half demented,
I’m belief,
I am science,
I am peace,
I am defiance,
I’m the cause,
I’m effect,
I am sober,
I am wrecked ,
I’m a whisper,
I’m a quiet,
I’m a loser,
I am on fire,
I’m an extra,
I’m director,
I’m a pen drop,
I’m Phill Spector,
I am nothing,
I’m forever,
I am right now,
I am never,
I am brilliant,
I am done,
I am deep blue,
I am ZX 81.

I am black and white,
I am color,
I am risk,
I am mother,
I am holy,
I’m disaster,
I am fucked,
I am an answer.

When all these fragments start to roar
Playing like an orchestra.
Sometimes it’s hard to hear yourself think.
It’s like the words are crawling back inside the ink. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

16.8 - John Verdon - Peter Pan tem que morrer ... ou não



O que é que esse livro tem a ver com o Peter Pan que todos nós, ou quase todos pelo menos, conhecemos?! Essa é talvez a primeira questão de quem optou por ler este livro ou se cruza com o seu título, mas não querendo ser spoiler, posso afirmar que não tem nada a ver e soa-me mais a jogada de marketing to que outra coisa!
Pensava que me podia voltar a surpreender (pela positiva claro) com mais um livro de John Verdon, Mas infelizmente, depois de "Pensa num número" até agora isso não aconteceu de forma tão significativa como naquele primeiro livro e atrevo-me a dizer que será difícil ler algum outro livro que continue a "saga" do ex-detective David Gurney porque sinceramente parece que as histórias perdem o "gás"a meio caminho. De forma geral elas até começam bastante ou relativamente bastante interessantes, só que depois parece que entrarmos num carrossel e andamos sempre à volta das mesmas questões. O facto de também ter deixado a leitura deste livro arrastar-se por alguns meses (não por culpa do livro em si, mas por questões pessoais, aka disponibilidade para ler com o mínimo de concentração necessária para tal), pode ter contribuído para não sentir aquela "adrenalina", aquele "suspense" que são essenciais neste tipo de livros e esse espaçamento entre as "sessões" de leitura pode ter diminuído a intensidade da chama do livro. 

Em relação às personagens, essas acabam por ser de certa forma estereotipadas, não acrescentando nada de novo ao tipo de personagens que já conhecemos de outros filmes ou histórias do género.

Para quem não conhece os outros livros de John Verdon, até pode ser que goste de ler este mais do que eu possa ter gostado, pois não deixa de ter os seus pontos positivos em certos aspectos, mas no geral, esperava algo mais deste quarto livro de Verdon.  

quarta-feira, 27 de abril de 2016

16.7 - Pulseira Verde




Não tenho por hábito usar pulseiras, mas de certeza que se fosse para escolher não seria uma colorida e muito menos dessas. No meio do mal há que ver o que pode haver de bom e nesse caso é a cor que supostamente é mais benéfica em relação aos modelos deste tipo de pulseiras. Por outro lado ela, a pulseira, ou melhor, a sua cor ou significado, não correspondem à realidade de alguns momentos dos últimos dias, mas pronto. Podia ser pior...porque quer queiramos quer não ha sempre pior.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

16.6 - Experiência Socialista ou cada "pássaro" no seu galho!



Não tenho por hábito usar este meu espaço para fins políticos ou político-sociais, contudo há certos assuntos dessa natureza acerca dos quais temos (mesmo que involuntariamente) opinião embora possamos não ter o hábito de a manifestar ou de a discutir com os demais. Em virtude de me ter deparado com os seguintes 2 textos aproveitei para os deixar aqui e isto porque têm um quê de verdade e fazem um certo sentido, no entanto, e como em muitos outros aspectos da nossa vida, não devemos simplesmente generalizar as coisas, pois sabemos que quando observamos vários exemplos, a tendência é generalizar, fazendo com que uns paguem pelos outros. Há sempre, ou quase sempre, excepções à regra e tenho quase a certeza que todos nós, de uma forma directa ou indirecta, conhece alguma excepção no contexto destes 2 textos.   

«Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno mas que tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.Esta turma em particular, tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.O professor então disse: ”Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.”Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam “justas”.Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores…Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.O resultado, a segunda média dos testes foi 10.
Ninguém gostou..
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram…Para sua total surpresa. O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”


O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”
Adrian Rogers, 1931

sexta-feira, 1 de abril de 2016

16.5 - Loop Songs - Flora Cash - For Someone

Guess that you'll be leaving now. 
Even in your deepest doubt, 
have you got it all…. figured out?

Procurava algumas palavras para a partilha desta música que me agradou desde o início, mas afinal de contas acabaram por não ser necessárias porque a música está bem acompanhada pelas imagens do seu videoclip. Ouvi a música uma série de vezes sem pensar se teria videoclip ou não, pois já lá vai o tempo em que os conheciamos todos ou quase todos (os videoclips). Creio que hoje ouve-se mais [só] a música. Mas a curiosidade e a vontade de a partilhar levaram-me até ao video que partilho aqui com a música. Não é que se trate de uma "obra prima" e inclusive, alguns aspectos não me convenceram muito à primeira vista, mas de certa forma, no geral, acaba por fazer jus à música que entra na categoria de "loop songs".

I was waiting for someone, 
to turn my world around. 
You came in the summer, and time was winding down.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

16.4 - O Conto do "Fragmentos Repartidos" (by Margarida)

Este post é dedicado ao texto/conto que foi escrito, muito bem escrito, pela Margarida (do blog: mas tu és tudo e tivesse eu uma casa tu passarias à minha porta) no seguimento do desafio relacionado com os contos das 250 palavras que ela faz questã de cumprir. Os bloggers interessados tiveram um "prazo" para solicitar um conto à Margarida...e a seu tempo, cada um é presenteado com o seu respectivo conto. Acho que, à semelhança do que aconteceu comigo, acabamos todos por ficar na expectativa de ver o resultado ou o que lhe "saí na rifa". Será que vai haver alguém que não vai gostar do seu conto?! Duvido muito que isso aconteça! Só o facto de saber que alguém dedica algum do seu tempo a criar algo para nós já é gratificante, pois nos dias de hoje parece que o que falta a todos nós é tempo, precioso tempo.

Aqui segue o "meu" conto:

O conto do Fragmentos Repartidos

   Se não fosses meu amigo
 
   A praia estava vazia àquela hora, enquanto esperávamos que o sol nascesse, sentados ao fundo das escadas, as bicicletas encostadas no pilar do passadiço lá no alto. À nossa frente, ouvíamos o incessante ribombar das ondas coroadas de espuma que rebentavam na areia. Esperávamos pela primeira aurora do mês de Dezembro, com as pernas encolhidas e o queixo assente nos joelhos. Tiritavas de frio, a gola levantada do casaco de bombazine e o gorro não eram suficientes. Por baixo do camisolão de lã, espreitava a tua camisola de pijama. Quinze minutos antes, tinha-te acordado com meia dúzia de pedrinhas atiradas ao vidro da janela do teu quarto. Abriste um pouco, consegui vislumbrar uma manga azul, acenaste e alguns minutos depois, arrastando a bicicleta, apareceste nas traseiras da casa.
   Não tiravas os olhos da grande bola laranja que começava a crescer num céu de Inverno sem nuvens. Sem o saber, guardavas um tesouro no bolso de dentro do casaco. Na semana anterior, tinhas-me pedido o canivete emprestado. Encontraste um pedaço de madeira no pinhal ao pé da tua casa e talhaste uma âncora, o meu nome e a data do meu nascimento. Nesse dia, eu fazia quinze anos.
   Durante muito tempo, eu não consegui dizer uma palavra, apertando-o até os nós dos dedos ficarem brancos. 
   Se não fosses meu amigo, hoje não estaria neste navio, no outro lado do mundo, onde é Verão. Faço quarenta anos e vejo o teu rosto no sol que agora nasce.

Quando li este conto, a primeira coisa que me lembrei, devido à imagem que inicialmente imaginei/visualizei, foi de um pequeno texto que escrevi e publiquei aqui no blogue há muito tempo (http://fragmentosrepartidos.blogspot.pt/2007/10/sentar-ou-deitar.html)...um texto em jeito de divagação, como tantos outros aqui presentes, mas que tem na sua essência algo comum com este texto da Margarida...a amizade. A amizade, a verdadeira e sem interesses e segundas intenções, que não é fácil e deve ser por isso valorizada.

Para finalizar, deixo aqui mais um agrdecimento à Margarida.


domingo, 24 de janeiro de 2016

16.3 - Freewheel - Mais uma volta

Todos os anos, mais ou menos por esta altura do ano, esta musica faz anos. É daquelas músicas cuja sonoridade nos faz viajar nos tempo devido àquilo que representa. Faz também pensar no tempo que passa, mergulhar na comparação, quase obrigatória, entre o antes e o depois, entre o antes e o agora.