segunda-feira, 4 de maio de 2015

Mergulho

Bem que, com o aparecer do sol após alguns dias consecutivos de chuva e nevoeiro (não que esses também não tenham o seu quê de especial) apetecia e muito um bom passeio num daqueles "barquinhos". Uma viagem de férias que nem precisava ser muito longa, quer em tempo quer em distância, mas que fosse suficiente para desanuviar como se costuma dizer.



Não sendo a primeira hipótese algo muito viável, não me importaria também de mergulhar nessa água fresca e repleta de cores que nos puxam para dentro de si, nem que seja mentalmente. Tenho quase a certeza que saberia bem!




domingo, 3 de maio de 2015

Mother



Hoje, não sendo muito diferente de todos aqueles que dedicam algo a alguém especial, também dedico esse post àquela pessoa a quem se deve sempre o agradecimento pela sua existência, à sua mãe...à MINHA MÃE!

Reconheço que não sou o tipo de pessoa que conversa sobre tudo e mais alguma coisa com a sua mãe, não que ela não fosse uma pessoa com quem o poderia fazer, mas simplesmente porque isso tem a ver com o facto de eu ser algo reservado em relação a determinadas coisas. Assim também posso ser considerado daquelas pessoas que não expressa efusiva e verbalmente o seu reconhecimento pelo trabalho de mãe, pelo papel de mãe, pelo amor de mãe, e que ao invés disso, prefere antes traduzir esse tipo de reconhecimento através de acções ou através do respeito demonstrado.

À semelhança de muitas outras pessoas, e como acontece com outros tipos de relações, quer sejam relações familiares ou não, também temos tido, ao longo do tempo, os nossos altos e baixos e embora existam palavras e acções que ficarão para sempre gravadas, não serão essas aquelas a que irei recorrer para me lembrar de ti ou para reconhecer a tua pessoa e o teu carácter. Há coisas nossas [tuas, minhas e dos meus irmãos] que serão nossas e que assim devem ser mantidas.

Entristece-me saber que de certa forma o teu percurso poderá não ter sido o expectável e que ao olhares para trás e ao tentares olhar para a frente, possas sentir uma sensação de desconforto, uma sensação de derrota, de algum desamparo, porque depois de todas essas batalhas travadas a vitória é algo que ainda não se avista. Mesmo sabendo que o teu desejo não é estar a cantar a vitória ou a vangloriar-se desta, sei que nesta altura do campeonato irias saborear com prazer o merecido sossego, gozar a tranquilidade da tua idade na companhia dos teus filhos, dos teus netos, usufruir de um estado de espírito que se poderia considerar realizado. Um estado de espírito disposto a riscar as etapas já realizadas e possivelmente apto a deixar-te traçar pequenos objectivos secundários, que não sendo prioritários, poderiam ainda fazer-te sentir mais feliz. Mas a vida não é uma mar de rosas para quem quer, mas sim para quem teve essa sorte, e infelizmente nem todas as mães têm esse prémio [sentir a vitória] depois de vários anos ao "serviço" dessa função de serem mães, de dedicarem a sua vida (seja em que percentagem for) aos seus filhos. 
Como ironia do destino, muitas ainda sentem que a fase pior das suas vidas está a acontecer neste momento, ou que estás prestes a chegar, porque em vez de gozarem do descanso, estão a sentir na pele os problemas causados pelos filhos e devido a isso, associado a outras possíveis situações menos positivas, vivem num estado de preocupação que pode ultrapassar os seus limites, pois não é tarefa fácil multiplicar os problemas que podiam ser só seus, pelos problemas que podem ser dos vários filhos. 
Por isso, e quero que seja assim enquanto eu for capaz, tentarei, dentro das minhas possibilidades, não te retirar esse direito de tranquilidade, esse sossego da mente que tanto mereces.   

   

terça-feira, 21 de abril de 2015

Waiting



Há momentos na nossa vida que são marcados por uma espera, períodos de tempo vividos com diferentes intensidades consoante aquilo que representam ou consoantes o resultado final dessa espera que poderá traduzir-se num objectivo concretizado ou algo semelhante.   


Em certas situações há ainda a possibilidade de haver múltiplas "esperas" dentro da "espera principal", como se fosse uma régua com uma série de traços que variam de tamanho, sendo os traços/riscos mais pequenos o percorrer do caminho sem grandes contratempos, enquanto que os traços/riscos maiores seriam equivalentes a momentos-chave, a momentos de maior ansiedade, a momentos que acabam por marcar um antes e um depois. É como se, nesses momentos-chave, fossemos adquirindo novas pistas para seguir em frente, recolhendo fragmentos de informação que servirão de orientação para as etapas seguintes, rumo ao objectivo maior, rumo ao desconhecido. 

Toda essa espera ou esperas, acaba por ser uma forma de enfrentarmos diferentes desafios e sobretudo alguns medos, medos que outrora poderiam não fazer diferença porque estavam ocultos, não faziam parte da equação, não nos diziam respeito, à semelhanças das coisas que sabemos que acontecem por esse mundo fora mas que mesmo assim parecem ser só coisas da televisão e da ficção dos filmes, que só nos dizem respeitam quando nos batem à porta ou à porta de alguém que não nos é indiferente.

Será hoje um momento-chave?! Ou será que no fim de contas, todos os dias são momentos-chave e que nem sempre sabemos interpretá-los como tal?!


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Idade

Apesar de ter a idade que tenho, geralmente não sinto que a tenho. Não que ela não se manifeste fisicamente, pois nesse aspecto não tenho razões de queixa e sinto-a na pele todos os dias. Na outra vertente, posso dizer que grande parte das vezes sinto que parei algures numa ponte à espera que o barco do tempo voltasse a passar para então tentar acompanhar a idade, a idade que tenho hoje e que, se não me engano, deveria ser superior àquela com que sinto e penso determinadas coisas. 
Não me sinto um adolescente nem tão pouco uma criança, mas por vezes tenho alguma dificuldade em me aperceber do verdadeiro tempo que já lá vai e que marca aquilo a que chamamos de idade. 
Talvez por não ter feito determinadas coisas que eram de se fazer na sua devida altura possa pensar que me faltou crescer em certos aspectos, mas se calhar isso é apenas uma espécie de desculpa para algo que é nada, que é apenas um pensamento sem fundamento como um fragmento de inconsciência durante um sonho.
Para muita gente (e como costumam dizer), isso não deixa de ser apenas um número, pois cada um de nós desenvolve-se em função da sua realidade, dos estímulos provenientes do mundo exterior, das circunstâncias e experiências que na realidade acabam por ditar a nossa verdadeira idade, a idade da alma, a idade daquilo que está dentro de nós, situações que ditam em nós a necessidade de crescer e enfrentar a realidade com outros olhos, com outra postura.
No meu caso, as coisas encaminham-se para que este ano possa sentir na pele a responsabilidade da idade, poderá ser como o limar das arestas da realidade, será como abrir uma porta, dar um passo lá para fora, inspirar e conseguir sentir e ver as coisas com maior clareza, mesmo que as perguntas sejam mais abundantes do que as respostas! 



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Noite

No seguimento do post anterior e do comentário deixado por um blogger (não um blogger qualquer) aproveito para deixar aqui mais algumas palavras relacionadas com este tema ... a noite.
Para mim, e creio que para muitas outras pessoas, a noite não assume uma conotação negativa, antes pelo contrário. Mas compreendo que para outras pessoas não seja bem assim e a conotação negativa possa surgir devido às suas características [da noite], com ênfase na escuridão, ou se preferirem, na falta de luz e, por conseguinte, falta de vida, de vitalidade.
Nunca fui pessoa de viver a noite como muita gente o faz, aproveitando esta hora do dia para momentos de diversão, saídas com o pessoal, festanças, alguns exageros, alguma loucura, e, como muitos diriam, aproveitar para viver e gozar a vida. Apesar de não tirar partido dessa faceta da noite, não deixo de considerar esta parte do dia como sendo uma altura especial do dia e, se me perguntarem quais os motivos exactos para que assim seja, não saberei responder ou explicar com precisão.
Posso simplesmente dizer que aprecio a serenidade da noite, a sua tranquilidade, o silêncio, o sossego e o recolher da azáfama diurna e diária. Nessa altura do dia, à noite, há certos sentimentos que vêm ao de cima, palavras, gestos, que querem ganhar vida e que, com o nascer do dia, evaporam-se como se não passassem de um nevoeiro matinal que se desintegra naturalmente. Aprecio as luzes nocturnas e os seus contrastes, aprecio a sua capacidade de nos fazer querer aconchegar, a sua capacidade de nos fazer sentir as coisas com mais afinco. Estamos mais propensos a deixar-nos guiar pelas emoções...aproveitar a noite para recarregar o espírito para mais um dia, para novos desafios.

domingo, 12 de abril de 2015

Frases ... 2


E o Pinguim disse algo do gênero: "Mais vale caminhar na escuridão na companhia de um amigo do que sozinho à luz do dia."


Se estas palavras não me dissessem nada não estavam aqui porque significam aquilo que para mim significa as palavras vindas de um amigo que seja digno desse nome.

domingo, 5 de abril de 2015

Kinder Surpresa


Não venho aqui dar primazia aos aspectos mais consumistas desta quadra que culmina neste Domingo de Páscoa, pois sei que para algumas pessoas os motivos de celebração são verdadeiramente diferentes, ou não estivéssemos a falar da ressurreição do Senhor. Uma época e oportunidade para parar um pouco, reflectir e fazer renascer a luz [para quem preferir ... a alma] que têm dentro de si e usá-la como guia para o caminho que têm pela frente e aprender que por vezes é necessário fazer determinados sacrifícios em prol de um bem maior, de algo relacionado não só consigo próprio mas também com aqueles que, ao fim ao cabo, também são parte de si porque são elementos que nos compõem, que nos completam.
Voltando à primeira frase deste post, não vou mentir e dizer que não gosto de algumas amêndoas e ovos de chocolate, que não como em demasia, mas esta Páscoa recebi de oferta um grandioso ovo Kinder [não pretendo fazer publicidade] e obviamente que o que este ovo tem de espacial é que tem uma surpresa no seu interior e eu gosto de surpresas, de surpresas agradáveis diga-se passagem! Pois já quando se trata de surpresas que possam ter a ver com algo mau, posso dizer que o sentimento é exactamente o oposto, pois aí já se trata de uma ansiedade desgastante, que dispenso e não recomendo a ninguém. Vou ter de esperar mais um pouco até saber o que a sorte me reserva.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Um pessoa fria...


Regra geral sou considerado uma pessoa pouco faladora, um tanto reservado e introvertido. Muitas vezes as palavras escritas conseguem dizer mais do que aquelas que ganham uma sonoridade ou uma forma a partir do pensamento. Mas essas coisas já eu sabia, do mesmo modo que também tenho noção que essa é a percepção que possam ter de mim. Quem já me conhece minimamente, sabe que é essa a minha maneira de ser, sem estranhar. O que foi novidade foi ter sido considerado uma pessoa FRIA! Segundo o meu entender, uma pessoa com essas características ou com esse atributo [fria] é uma pessoa que não se importa com os outros, uma pessoa que tem tendência para ofender os demais e possivelmente algo egocêntrica, que não demonstra dar uso às suas emoções [minimamente positivas] ou sentimentos que não seja para fazer os outros se sentirem mal, não se preocupando que se afastem perante tal comportamento ou atitude.

Não critico nem reclamo a liberdade que cada um tem para formular a sua própria opinião acerca das outras pessoas, contudo, acho de mau índole quando as pessoas usam essa liberdade para caracterizarem dessa forma, não fundamentada, as pessoas que nem sequer conhecem ou com quem nunca tiveram oportunidade de falar, e, quando digo falar, refiro-me a um diálogo com principio meio e fim, de carácter minimamente pessoal. Felizmente a origem desse atributo não me preocupa porque é o mesmo que saber que centenas de milhares de pessoas por esse mundo fora podiam achar a mesma coisa e caracterizar-me dessa mesma forma porque na verdade, todo esse infinito de pessoas não me conhece.

Vou arranjar uma fogueira ou uma lareira para me aquecer um pouco.

terça-feira, 24 de março de 2015

O teu presente, o teu passado e o teu olhar

O teu presente... não o conheço. Posso pensar que sim, mas na realidade apenas conheço, ou sei, aquilo que os olhos vêem e o que o coração sente. 

O teu passado... conheço menos ainda, pois não faço a mínima ideia quais poderão ter sido a peripécias de uma vida que presentemente parece que se encontra numa corda bamba que, ora balança para um lado, ora balança para o outro, correndo o risco de se tornar um tracejado que termina sem nunca se tornar numa linha contínua. É com pena, com pesar, que vejo o divagar da tua pessoa que caminha sem destino, como se os comandos estivessem a cargo de um piloto automático inconsciente, não programado para retomar o rumo certo quando a vadiagem da vida soma pontos consecutivamente. 

Não sei se algum dia terás a força necessária para saltar as barreiras que há muito já deves ter aprendido a ignorar mesmo sabendo que o chão que pisas parece andar para trás levando-te com ele, não te deixando seguir em frente mesmo que permaneças sem movimento, sem teres propriedade dos teus próprios passos. É com tristeza que vejo o teu olhar perdido algures, olhar esse dissociado da tua pessoa, dissociado do mundo que te rodeia.


sábado, 21 de março de 2015

Welcome to the Jungle ...Novo Amor

Não, não vou falar do filme nem tão pouco dizer que tenho um novo amor :-P;
Existem anúncios que são uma grande seca e uma total perda de tempo...felizmente na maior parte das vezes temos a opção de simplesmente não os ver. Contudo, existem outros que têm o seu mérito, a sua originalidade e fazem-nos querer vê-los e felizmente, alguns desses trazem um extra, uma espécie de oferta na forma de música como foi o caso daquela que deixo aqui neste espaço! A música não é original de Novo Amor, é um cover de uma música dos Guns n Roses, mas devo dizer que prefiro obviamente a versão do cover.