terça-feira, 21 de Outubro de 2014

As pessoas que gosto



As pessoas que gosto...ora bem, eis uma boa pergunta.
Se calhar opto por deixar as palavras dessa resposta para outro post mais conveniente e por agora vou antes dar algumas indicações do tipo de pessoas ou do tipo de comportamentos que algumas pessoas têm e que não me agradam. Posso até simpatizar com a(s) pessoa(s) às quais possa servir a barreta, mas certas atitudes simplesmente são sinónimo de desagrado perante tal pessoa e é como um vidro quebrado... podemos colá-lo/repará-lo, mas nunca mais será o mesmo.

Portanto, desagrada-me ...

... a atitude da pessoa que acha que sabe tudo sobre tudo e mais alguma coisa e, mais grave ainda, apesar de pensar que é dono da sabedoria e inteligência desse mundo todo, não dá a possibilidade às outras pessoas de demonstrarem a sua opinião ou ponto de vista porque desde o início já estava convencida que a sua perspectiva era a única correcta e possível!
... a atitude da pessoa que se sobrevaloriza não demonstrando qualquer sinal de humildade;
... a atitude da pessoa que pode nem saber o que está a dizer e mesmo assim não tem qualquer problema em abrir a boca para deixar sair uma enxurrada de asneiras que se atropelam umas às outras e no final, ainda se sente orgulhoso de ter proferido tais lacunas, achando-se grandioso, poderoso, esperto e decidido;
... a pessoa que gosta muito de dizer que sabe e que faz e que manda fazer, mas que no entanto, quando chega à hora da verdade, não se vê nada feito, pode até mandar fazer e as coisas aparecerem feitas, mas qualquer um com possibilidade de mandar nos outros poderia tê-lo feito (e não que eu seja contra o facto de algumas pessoas terem de fazer tarefas a pedido ou mandato de outras pessoas desde que isso seja algo baseado numa relação de respeito e cooperação);
... a pessoa que na tua presença se comporta de determinada maneira, mas que na presença de outras pessoas, parece que se transforma noutro tipo de pessoa, fazendo com que aquilo que digas ou que pensas (e que outrora era do consenso dessa pessoa que posso chamar de pessoa camaleão) é errado ou absurdo porque as outras pessoas que estão presentes podem julgá-la de outra forma pelo facto de ela estar de acordo contigo;

...enfim, certamente não faltaria mais situações que pudesse aqui deixar, contudo, também tenho a noção que eu próprio terei a minha conta de "defeitos" que poderiam compor eventualmente a listagem de outras pessoas, contudo isso não me aflige porque reconheço que respeito quem me rodeia e quem está de alguma forma relacionado comigo e em jeito de pequeno regra ou princípio, trata-se de simplesmente não fazer aos outros aquilo que não quero que façam a mim próprio.



sábado, 18 de Outubro de 2014

P. Genius

Foi ao acaso que me deparei com uma música desta banda ou deste artista, cujo semblante, diga-se de passagem, mete alguma impressão quando não se está habituado, pois facilmente se vê ao seu lado mais efeminado e 
para a maioria das pessoas, o estímulo deve ser logo pensar que se trata de músicas para pessoas com problemas de orientação sexual, pois inclusive parte das letras das suas músicas (e pelos vistos alguns videoclips) estão relacionadas com a vida e orientação sexual do cantor. Creio que muita gente não ouvirá as suas músicas devido a esse facto, contudo, aqueles que conseguirem ultrapassar isso e souberem dar primazia ao que determinadas músicas conseguem exprimir, não apenas pela sua letra, mas também pela sua sonoridade e afins, terão músicas que não se ouvem apenas uma vez mesmo que não nos identifiquemos com grande parte das coisas que possam ser ditas nas suas músicas. De referir que essa identificação também não é sempre essencial para gostarmos de uma música uma vez que muitas vezes o mais importante é o que elas exprimem e tenha-se como exemplo Sigur Ros...não percebemos nada (ou quase nada) do que eles dizem e no entanto têm músicas fantásticas, mesmo que se traduzidas não dissessem o que realmente elas nos fazem sentir. Tendo em conta esse aspecto, há também outras músicas... aquelas que para além de terem letras que podem dizer muita coisa para a generalidade das pessoas, são cantadas ou interpretadas de forma única ou pelo menos da forma aparentemente certa para as músicas que são.

Algumas músicas que merecem a pena serem ouvidas do álbum "Too Bright" e do álbum "Put your back in 2 it"...

"No Good"

There's no genuine
There's no safe place
For the heart to hang
When the body's no good

Am I meant to fray the end?
On the outside looking in
All used up
Never used enough

To me love was
Always infinite
Stolen moment
At a time

A feeling only out
For a little while
And then ripped from your arms
Like a child

I carry their names
The secret shapes
And an aching parade
Around my heart

Traced in the park
Now lying in chalk
Where I took his hand in mine
For a little while, everything was alright


"Don't Let Them In"

Don't let them in
I am too tired
To hold myself carefully
And wink when they circle
The fact that I'm trapped
In this body

Don't let them in
I have my own dreams
About that couple

In an alternate ribbon of time
My dances were sacred
And my lisp was evidence
That I spoke for
Both spirits

Don't let them in
They’re well intended
But each comment rattles some deep
Ancient queen


"All Along"

What drives me to my man?
Earthly or divine or otherwise
Is no business of mine

You wasted my time

Deep down I never did feel right
Even now sometimes
That feeling is a lie

You wasted my time

A heart long desperate
For just a little bit
A heart long desperate
For something I had all along

I don't need your love
I don't need you to understand
I need you to listen


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Apesar de não colocar aqui as letras das músicas Queen, Fool, Grid e Too Bright, também estas devem ser ouvidas...
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"The Normal song"

Hold my hand
I am afraid
Please pray for me
When I am away

Comfort the girl
Help her understand
No memory
No matter how sad
And no violence 
No matter how bad
Can darken the heart
Or tear it apart

Take my hand
When you are scared
And I will pray
If you go back out there
Comfort the man
Help him understand
That no floating sheet
No matter how haunting
And no secret 
No matter how nasty
Can poison your voice
Or keep you from joy

"Hood"

You would never call me baby
If you knew me truly
Oh, but I waited so long for your love
I am scared baby that I can't keep it up for long

Oh, I wish I grew up the second I first held you in my arms
Underneath this hood you kiss, I tick like a bomb

You would never call me baby
If you knew me truly
Oh, but I waited so long for your love
I will fight baby not to do wrong

"No Tear"

Roof comes down
And you leave me with nothing, I
I will shed no tear (will shed no tear)
Earth gives way
You leave me hanging, I
I will shed no tear (will shed no tear)

Baby, the feeling will bloom 
With or without you
And the core, it will turn
with or without you

And I will carry on
I will carry on
With grace
Zero tears on my face (zero tears on my face)



"Dark Parts"

The hands of God were bigger than Grandpa's eyes
But still he broke the elastic on your waist

But he'll never break you, baby
But he'll never break you, baby

The hands of God were bigger than Grandpa's eyes
But he's long gone

The love you feel is strong
The love you feel is stronger

I will take the dark part
of your heart into my heart
I will take the dark part
of your heart into my heart

"All Waters"

When all waters still
And flowers cover the earth
When no tree's shivering
And the dust settles in the desert

When I can take your hand
On any crowded street
And hold you close to me
With no hesitating




quarta-feira, 15 de Outubro de 2014

Mar de Papoilas - Amitav Gosh


"Mar de Papoilas" de Amitav Gosh, não é à primeira "vista" um livro muito fácil de se ler, pois ainda demora algum tempo até nos sentirmos embrulhados na história, até sentirmos que conhecemos minimamente as personagens que habitam este livro e além disso, para "desajudar", é necessário consultarmos frequentemente o glossário que existe no final do livro caso queiramos perceber algumas das palavras/termos escritos na sua língua original e que surgem com bastante frequência durante todo o livro. Alguns deles ficam na memória (aqueles que surgem com mais frequência), contudo existem outros que não dispensam a sua consulta/tradução. Por mais que se tente seguir em frente e tentar decifrá-los tendo em conta um possível contexto, nem sempre isso é possível, por isso recomenda-se a consulta do glossário...mesmo que isso quebre muitas vezes o ritmo da leitura (algo que não gosto quando acontece!!).
Será também aconselhável saberem mais ou menos a estrutura de uma barco/navio e seus componentes, pois a certa altura, quando embarcamos no Ibis (barco que serve de palco para uma parte significativa da história do livro), podemos nos sentir perdidos a bordo do livro se não soubermos a que se referem aqueles termos náuticos/marítimos.
Quanto à escrita em si, apesar de por vezes minuciosa, esta é bastante acessível e interessante, atenta aos detalhes e com capacidade de nos surpreender em diversas ocasiões ao longa da história...história essa que à medida que o livro avança nos vai cativando cada vez mais, factor esse obviamente crucial num bom livro, dando-nos a conhecer várias personagens que se tornam cada vez mais "próximas" de nós, quer pelas suas atitudes, quer pelas suas convicções e diga-se de passagem que sabe bem quando há umas que têm aquilo que merecem...uma sensação semelhante à morte de Joffrey da Guerra dos Tronos!

O mais chato é chegar ao fim e saber que por enquanto ainda não foi publicado em Portugal a sequela deste Mar de Papoilas e que se chama (no original) "River of Smoke". Portanto, quem quiser saber como continua a aventura do Ibis (e não só) terá de saber esperar (ou saber continuar a esperar) ou então ler a versão inglesa. Apesar disso, se calhar não é necessário ter assim tanta pressa em ler esta sequela porque o 3º livro da trilogia ainda nem foi publicado (ou até finalizado) pelo autor desta história!



domingo, 12 de Outubro de 2014

You Are All I See

- Sei que estás relutante em acreditar nestas minhas palavras, mas deves acreditar que o caminho a seguir é este que te indico. Pode parecer algo descabido e até egoísta, mas ir para onde vou e querer-te lá comigo é tudo o que talvez possa parecer certo para nós. 
Dá-me a mão, vamos em frente. Existem partidas que não são necessariamente partidas, são somente um começo de algo novo e aquela porta, escondida ali em baixo, irá levar-nos para um novo mundo onde a mágoa e o sofrimento não têm permissão para lá estar. Pode também não ser o mundo perfeito, mas merece uma visita. Podes levar a saudade contigo e inclusive a tristeza, mas, fica sabendo que poderás deixar aqui a maldade ou os sentimentos de mesquinhez de quem os possa ter e que por vezes nos magoam e nos prendem como se nos agarrassem pelo tornozelos não nos deixando caminhar livremente... e vais ver que essa liberdade que irás sentir é algo que nunca imaginaste. 




- Eu sei que as tuas palavras deveriam ser aquilo em que devo acreditar e posso ter motivos mais que suficientes para crer que assim seja. No entanto não me consigo desprender de mim e de tudo aquilo que posso ter considerado importante para mim até agora. Por momentos tenho a certeza que tu e eu somos tudo o que está certo, no entanto, existem manhãs em que acordo e não é isso que sinto e à medida que o tempo passa acabo por sentir um vazio, algo que me magoa e que não consigo definir. Será que também sentes isso? Será certo seguirmos em frente e seguir este caminho que indicas?




- Já deves ter percebido que aquilo que sinto por ti é o que me faz conseguir suportar o desgaste do tempo, mas sinto que me estou a desvanecer aos poucos como o mar que insiste em levar consigo uma imponente encosta, mas que de tanto tentar, sempre e sempre, acaba por deixar as suas marcas. Não quero sentir esse cansaço e deixar de esperar mim ti, mas infelizmente não sei quanto tempo mais irei conseguir suportar essa delonga.
Desde o momento em que pude ver o mundo através dos teus olhos, desde o momento em que a minha alma foi invadida pelo teu olhar, que sinto que uma parte de mim se ligou a algo especial...como se a partir daquele momento um abraço, o teu abraço, fosse muito mais do que esse gesto aparentemente simples e muitas vezes usado sem significado algum, e fosse a forma física de nos unirmos e estarmos em sintonia. 




quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

EndGame [A Chamada] ... um livro ou muito mais do que isso?!

Infelizmente não tenho a resposta para essa questão, mas que a ideia é interessante lá isso é. Não sei se o prémio é real, mas hoje em dia tudo é possível ou a ideia em si não fosse também, no fim de contas, uma boa estratégia de marketing.
A premissa para a história do livro faz-nos obviamente lembrar outras histórias que têm aparecido recentemente no mundo dos livros e por consequência no mundo do cinema [ou não necessariamente por esta ordem], mas aqui o ponto forte é a questão de poder haver uma interacção entre a história do livro e o mundo real no sentido em que será necessário completar puzzles e fazer pesquisas que supostamente nos levarão aos sítios certos e e que nos ajudarão a descobrir as chaves que dão acesso ao dito prémio. A partir de 7 de Outubro serão milhares e milhares de pessoas que irão querer comprar o livro para poderem embarcar nessa aventura... resta saber se o segredo está bem guardado por todos aqueles que desenvolveram a ideia/conceito pois seria injusto alguém vencer o prémio com a ajuda de alguém que esteja "dentro" do sistema. Estarão a personagens do livro a competir entre si e estará o mundo real [aqueles que aderirem ao desafio] a lutar também pelo prémio monetário que aparentemente vai aumentando ao longo dos livros desta trilogia.


SINOPSE:
Eles chegaram à Terra há 12 mil anos. Vieram dos céus e criaram a humanidade. Quando se foram embora deixaram um aviso: um dia iriam voltar... E quando voltassem, teria início o grande jogo, o Endgame. Ao longo de dez mil anos, as doze linhagens originais existiram em segredo, mantendo sempre, cada uma delas, um jogador preparado para entrar em ação a qualquer momento. Agora que eles voltaram, os doze jovens jogadores estão a postos para entrarem no grande jogo que decidirá o futuro do planeta e da humanidade. Mas só um pode vencer: quem encontrar primeiro as três chaves escondidas algures na Terra. E é sobre a busca da primeira chave que se centra este primeiro livro da série. 

Endgame não é apenas um livro. Endgame é uma experiência multimédia a nível mundial inovadora, que inclui um jogo revolucionário construído pela Niantic Labs (Google) através da qual é possível jogar uma versão do Endgame no mundo real. No fim, há um prémio para o primeiro a conseguir resolver o puzzle oculto no livro: meio milhão de dólares em ouro.




sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Memorável 5 de Setembro

Hás dias que passam e não nos deixam nada de especial, deixam-nos indiferentes, como se tivéssemos um monte de areia que se esvazia entre os nossos dedos, restando apenas uma mão vazia. No entanto, existem também dias que são memoráveis. Geralmente associo essa palavra [memorável] para algo ou para aqueles dias que são diferentes e especiais por significarem alguma coisa, alguma coisa positiva que dali em diante passa a fazer parte do típico baú das memórias que muitos de nós gostamos de evocar com alguma frequência. Infelizmente este 5 de Setembro não foi efectivamente um dia positivo e será recordado (espero que poucas vezes ... embora já saiba que esse será quase de certeza um desafio perdido por natureza) por motivos tristes que acabam por ser como um estaca bem afincada no chão a definir um marco, um carimbo que guarda uma data, um acontecimento registado na ficha da vida!

Uma chama que se ergue lentamente, que tenta iluminar-se a si própria e que, ao fazer isso, mesmo sem saber, já está a iluminar um espaço muito mais infinito, um espaço que ultrapassa a si própria. Mas a sua fragilidade pode ditar o facto de estar comprometida e a sua capacidade de resistir às condições adversas das intempéries causadas por motivos muitas vezes imperceptíveis. Uma brisa, mesmo leve como um sopro suave, poderá ser o seu último suspiro, o seu último fôlego, a sua última réstia de luz que dita o destino da sua existência, dando lugar a uma escuridão desassossegada, difícil de aceitar.
Gosto da noite, da sua calmaria, mas estar agora diante dela sem a mais pequena luz, faz-me sentir fracassado e desnorteado. Sei que, apesar de a luz se ter apagado, o caminho continua a existir como sempre existiu e também sei que a solução é sermos fortes o suficiente para acender novamente esta chama que se apagou de forma a podermos seguir em frente, passo a passo, pensar que o que de mal nos é oferecido o presente, pode ser o bem que o futuro há-de trazer e que apesar de ter sido um dia menos bom, é necessário pensar que há situações ainda piores.

E porque algumas das seguintes imagens podem dizer muita coisa, deixo aqui o final de um dos episódios desta série, final esse que por ter sido visto na altura em que foi, tornou-se mais marcante.


quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Peace of Mind

Tal como muitas outras pessoas, tomei conhecimento desta música (Peace of Mind da banda The Jezabels) aquando do final da série televisiva The Killing. Foi certamente uma boa escolha musical para encerrar esta série que teve os seus altos e baixos, mas que no geral, teve para mim um balanço positivo, não sendo apenas superficial, sabendo lidar com as situações que envolvem pessoas e suas respectivas personalidades (demonstrando as suas melhores qualidades e piores defeitos), mostrando que não é fácil estar sempre engrenado nesse conjunto peças que formam uma máquina gigantesca chamada sociedade.

Estas minhas palavras não se devem somente ao facto de querer mencionar como conheci esta música ou para a deixar aqui no meu blog, mas também ao facto da sonoridade melancólica/ triste desta música ter-me feito navegar em águas dotadas de tons cinzento-azulados que me embalaram numa série de pensamentos revestidos de memórias e perspectivas de possíveis futuras situações que desejava imenso que estivesse mesmo bastante longe de serem uma possibilidade viável na vida de certas pessoas próximas de mim, o que por conseguinte significa que são também uma possibilidade para mim.

Muitas são as vezes e as formas em que me revejo como alguém que precisa de algumas instruções de forma a aprender a jogar segundo as regras do jogo, segundo os mecanismos da tal grande máquina, não ser um entrave, não ser uma avaria. Quero aprender as regras, mas por vezes surge uma certa aversão às mesmas e nesses momentos as repetições tornam tudo tão estúpido, sem sentido, desinteressante e monótono.

Tudo isto gera uma tempestade que dificulta a conquista do um estado de espírito descrito como "Peace of Mind", estado esse que sabe bem e nos incentiva a seguir em frente e ver o futuro com outros olhos, com uma esperança renovada...


terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Antes sozinho que ...


Se estar sozinho pode por vezes causar uma sensação de ansiedade ou até mesmo um certo tipo de claustrofobia, estar na companhia de outras pessoas e simplesmente não ter(em) nada que dizer uma(s) à(s) outra(s) é capaz de ter o mesmo efeito ou até ser ainda pior, pois aquele silêncio parece crescer como um bicho papão e dentro da nossa cabeça existe uma espécie de cronómetro em contagem decrescente enquanto tentamos encontrar palavras para afastar o tal monstro que nos cerca como uma enorme nuvem de fumo negra.    

sábado, 28 de Junho de 2014

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Por vezes sinto que tenho dificuldades em parar uma avalanche de ideias que supostamente deveriam ser bem vindas, contudo o que sinto na realidade é a frustração de não conseguir fazer grande coisa com essas ideias, elas acabam por se atropelar umas às outras não deixando nenhuma germinar ou dar os frutos que devia dar. Tento pegar nalguma ideia que tenha sobrevivido ao reboliço mas ou ela já está desenquadrada ou então já está demasiado deformada para poder ser utilizada.
Se calhar é algo a dizer-me que esse caminho que tento trilhar não é um caminho que seja para mim. É óbvio que somente eu posso lutar e esforçar-me para desbravar esse caminho, mas ultimamente a frustração tem levado a sua avante e tenho andado à luta com uma tela que teima em querer ficar em branco...literalmente!



segunda-feira, 23 de Junho de 2014

Schopenhauer e a vida | filme Chinese Puzzle | For 12 dos Other Lives

Em jeito de partilha num blog de um amigo, tomei conhecimento do filme "Quebra Cabeças Chinês" ou "Chinese Puzzle" que é a continuação de uma história iniciada com o filme "Residência Espanhola" e continuada em "Bonecas Russas". Como já me tinha sido dito que o filme era bom e valia a pena ser visto, já sabia que não iria ser tempo perdido e não foi. É um filme que se recomenda a quem tenha visto os outros 2 filmes ou não, pois sério e divertido ao mesmo tempo, descrevendo, analisando e brincando com aquilo que é a vida, dando-nos ao mesmo tempo uma imagem de Nova Iorque mais realista (ou pelo menos diferente) do que aquela que se vê na maioria dos filmes onde o essencial se resume à espectacularidade do Times Square.

Para além querer deixar aqui essa referência ao filme, outro dos motivos que me levou a querer deixar aqui este post, foi uma engraçada analogia que aparece no filme relativamente à vida, sendo essa uma analogia da autoria de Schopenhauer:

"A vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos". 



(imagens do filme)
Outro aspecto curioso, e digo curioso porque é daquelas pequenas surpresas ou coincidências que surgem do nada, foi o facto de há dias atrás ter dado com a música "For 12" da banda Other Lives e de repente no filme começam a surgir uns acordes iniciais que me estavam a soar familiares e é então que começa a dar aquela música! (pena que no filme tenha-se ouvido apenas uns breves segundos da música em questão)