domingo, 19 de março de 2017

17.6 - a never ending life

Há músicas cuja letra pode dizer apenas quase nada, ou pode dizer um pouco, mas ainda assim consegue ficar-nos no ouvido ou na cabeça ou onde quer que seja...outras existem que, para além de estarem em modo replay dentro de nós, dispõem ainda de uma letra que acaba por ser certeira. Esta que aqui fica talvez se enquadre mais na primeira categoria, pelo menos nesta fase.  

And I don't want a never ending life
I just want to be alive while I'm here
And I don't want to see another night
Lost inside a lonely life while I'm here

quinta-feira, 16 de março de 2017

17.5 - If Cats Disappeared from the World


Este podia muito bem ser um título de um dos livros de Murakami (digo Murakami porque é o único escritor japonês do qual já li alguns livros), se bem que este filme é baseado no livro homónimo escrito por outro japonês. Aparentemente têm alguma coisa em comum (nesse caso a referência a gatos e à ficção relacionada com um mundo possivelmente imaginário).
É um filme que, apesar de ter gostado de o ver e de o ter visto sobretudo porque o titulo despertou a minha curiosidade (não que seja fã de gatos no verdadeiro sentido da palavra) e mesmo sem ver o "trailer", não se trata de um filme fácil de recomendar à maioria das pessoas, pois iriam dizer que era um filme muito "parado".
O filme conta a história de um jovem adulto que decide ir viver sozinho após a morte da mãe, saindo de casa do pai. Algum tempo depois recebe uma notícia que acaba por mudar tudo à sua volta e supostamente não lhe resta muito tempo no mundo. Como forma de poder usufruir de mais algum tempo, vê-se obrigado a ter que abdicar de algumas coisas, fazendo troca dessas coisas por dias de vida. Assim, essas coisas que inicialmente pareciam não ter grande importância se desaparecessem quando comparadas com dias de vida, acabam por influenciar significativamente o presente (uma vez que algumas dessas coisas contribuíram de certa forma para a realidade da personagem ser como é naquele momento) deixando no ar a questões... será que a troca vale mesmo a pena? Não será melhor simplesmente deixar o destino falar por si?
O filme acaba por, inevitavelmente, nos deixar a pensar na nossa própria condição enquanto meros passageiros neste mundo... 


..."If cats disappeared from the world, how would the world change? If I disappeared from the world, who on earth would mourn for me?"...

 

terça-feira, 7 de março de 2017

17.4 - das 2 uma ... ou +



É possível que a falta de amizades, e nesse caso refiro-me apenas àquelas dignas desse nome, possam desencadear dois tipos de situações:
Uma, é o habituar a uma espécie de indiferença para com os outros e viver somente entre conhecidos e estranhos, em que as conversas flutuam no mar da banalidade, podendo eventualmente haver lugar para um ou outro mergulho de curta profundidade para depois se voltar à superfície e sentir a segurança do ar livre.
Outra, é o estar-se sujeito a interpretar erroneamente as atitudes das outras pessoas, sobrevalorizando algumas palavras, alguns gestos, fazendo com que se crie a ilusão daquilo a que se chamaria amizade quando na realidade é apenas a maneira de ser da(s) outra(s) pessoa(s). É normal sentirmos simpatia quando damos um pouco de nós e parece que isso está a ser retribuído. Contudo é preciso avaliar bem essa troca tácita para não se cair no erro de posteriormente saborear a sensação de perda, de rejeição, de se ser ignorado, menosprezado e de engano.
O tempo é algo cada vez mais precioso nos dias de hoje. Muitas vezes o desperdiçamos com coisas que não valem a pena e com pessoas que não o merecem.
Infelizmente há que reconhecer que certas coisas só têm o seu valor quando reconhecemos o trabalho que tivemos para as obter e por vezes as amizades integram-se nessa categoria.  
E fica a questão...será que uma verdadeira amizade é aquela que nasce, desenvolve-se e permanece de forma natural ou é aquela que tem de ser cuidada e mantida com minuciosidade como um bonsai?!


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

17.3 - Saint Sister - Corpses

"I never thought that when you built our home, you’d make it out of blood and bones..."



We stand hand to/in hand like corpses
Our friends are corpses too
And the mand who do the photograph likes to look at you
......
Darlin i have tried to fix you
I can't count the time that i [would] have kissed you
......
I never thought that when you built our home, you’d make it out of blood and bones
......
Darlin one of us should go
My eyes were the first to disapear
Then went my nose then went my ears
No eyes and no nose
There's death that i chose

You're dead, i'm dead
You said that i Bled
You dried
......
It's contagious
My fear
and your pain
We look like corpses 
and our friends look the same
we all stood together for worse or for better
we all stood together for a photograph
......


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

17.2 - Eis a questão

O que fazer quando desejamos esquecer algo ou alguém mas ao mesmo tempo, e na realidade, pode não ser exactamente isso que se pretende?
- É lidar com a situação, pois então!? Não há outra alternativa. Se te sujeitaste a tal, então terás de ser tu também a desenvencilhares-te. Não te esqueças que há coisas que podem não ser um problema e só o são se tu assim entenderes. Analisa os pormenores ou os critérios do assunto e pondera. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

17.1 - Ilusões

Por vezes a vida resume-se a uma série de ilusões que nos guiam ao longo do tempo e das circunstâncias. Há quem diga que vamos aprendendo com os erros e há também a vertente de que vamos aprendendo a lidar com as ditas ilusões, pois na medida do possível vamos delineando o nosso caminho com base na nossa capacidade de lidar com as situações que vão surgindo e vamos dando resposta às mesmas fazendo as nossas escolhas com a convicção de que estamos a fazer o que é certo. Infelizmente há coisas que no momento nos parecem certas e depois acabam por não o ser, e felizmente também acontece o inverso... embora mais raramente.
De tempos a tempos e não necessariamente respeitando um período de tempo regular, mas antes determinadas circunstâncias, eis que volta à baila o sentir algo sem sentido, um querer estar presente sem razão aparente e depois sentir um murro no estômago quando se queria que o que fosse nao é e só patecia ser porque assim o imaginávamos pu desejávamos.


ironicamente e lamentavelmente uma das coisas que desejaria que fosse uma ilusão acaba por ser quase uma certeza, um facto.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

16.17 - Dança, Dança, Dança ... Haruki Murakami


Dança, Dança, Dança é o livro que dá continuação à história do personagem (ou algumas personagens) do livro Em Busca do Carneiro Selvagem, no entanto, pode também ser lido como um livro independente já que a sua "história" tem um princípio e um suposto fim.
Quem já leu outros livros de Murakami poderá não se surpreender muito com este livro, quer pela positiva, quer pela negativa. Há que dar algum desconto devido ao facto deste livro já ter sido escrito há muito muito tempo, pois caso não o tivesse sido, na minha opinião, as referências musicais e às refeições (dois elementos típicos dos livros de Murakami) acabam por aparecer aqui talvez num tom de ligeiro exagero (há também a desculpa do título do livro ...como é que se dança sem música?!). Se fossemos pesquisar ou tentar conhecer todos as músicas ou bandas mencionadas neste livro, nunca mais o acabávamos de ler. Por outro lado, quem tiver paciência, tem pela frente um óptimo desafio, pois embora haja referências a músicas ou bandas conhecidas, há muitas outras que aposto que nunca ouviram falar.
Quem gosta dos livros de Murakami muito provavelmente também vai gostar deste, pois já estará habituado à dualidade entre o que é real e o que não é (podendo ser um sonho, podendo ser imaginação, podendo ser algo sobrenatural) e assim pelo meio não faltarão algumas surpresas. Há momentos em que as coisas parecem demorar um bocado a desenvolver-se e a história não ata nem desata...há que ter alguma paciência. Quanto às personagens em si, estas variam entre o estereotipo e o peculiar e essa mistura, no final de contas, acaba por "salvar" um pouco o livro. Quem é que gosta de ler um livro no qual as personagens não acrescentam nada de novo?

Falando do título do livro, este pode de certa forma remeter para a metáfora que é a vida, ou seja, há que dançar e tentar manter o ritmo o máximo que conseguimos ... dançar da maneira que pudermos, dançar da maneira que soubermos ... o importante é não desistir, não parar e tentar fazer os outros ver que estamos a dançar, dançar dançar.
Em breve (espero eu), com tempo, deixarei alguns excertos que certamente merecem cá estar.






domingo, 10 de julho de 2016

16.16 - Portugal - Campeão Europeu 2016


Quem me conhece sabe que não sou das pessoais mais efusivas em termos de festejos ou de me expressar, no entanto, de forma simples e comedida, não deixo de estar satisfeito com esta vitória de Portugal. Nem tudo há de ser mau no que respeita ao nome do nosso país. Não sendo um expert na matéria, percebo que Portugal, ou melhor, a equipa portuguesa, pode não ter demonstrado ao longo deste campeonato europeu um futebol  digno de se sagrarem os campeões, mas ainda assim conseguiu o suficiente e melhor do que tudo, não desistiu de acreditar e lutou até ao fim, tendo assim conseguido pela primeira vez obter este título...CAMPEÕES EUROPEUS DE FUTEBOL! Pelo menos nisso estamos de Parabéns e que estes breves momentos de festa sirvam para esquecer as amarguras dos restantes dias. 

sábado, 9 de julho de 2016

16.15 - Not a fairy tale, but also, not a sweet dream


A nossa vida pode não ser um conto de fadas. É simplesmente como muitas outras, um enorme conjunto de momentos, com os seus momentos positivos e negativos, com os problemas fugazes e outros que teimam em permanecer (regra geral esses são aqueles que não dependem só de nós, ou melhor, quase nem dependem de nós, mas afectam-nos de forma massiva).
Infelizmente a minha pode estar a caminhar para se tornar um (pequeno, médio ou grande...até parece um menu) pesadelo. O click ou o pontapé de saída pode até já ter acontecido e agora ser apenas uma questão de para lá caminhar, só espero que essa caminhada seja feita com passos de formiga (como aquele jogo de infância em que tínhamos de avançar até certa meta conforme o tipo de passos que podíamos dar) e isto no que diz ao tamanho deles e não à sua velocidade, pois em termos de velocidade escolheria sem dúvida um amigo caranguejo, que andasse bem para trás ou para os lados, esquivando-se e arranjando um caminho alternativo. Mas infelizmente o tempo [ainda e nem tão cedo, e atrevo-me a dizer nunca nesse caso] não volta para trás. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

16.14 - "Adoro" quando ... e as orelhas de elefante

"Adoro" quando ...
As pessoas estão tão ocupadas nas suas tarefas ... possivelmente a trabalhar a ponta dos dedos nas teclas dum teclado "tac tac tac tac tac paa tac tac paa tac ........". Subitamente um telefone toca, toca, toca ... há quem não possa quebrar o ritmo, as suas tarefas, e por isso ignora, ignora, não atende ... parece que "it's my turn to pick it up" e quando isso acontece, é como se o "tac tac tac tac tac paa tac tac paa tac ........" fosse demasiado alto (sonoramente falando) para quem está do outro lado da linha me conseguir ouvir ou vice-versa, e eis que se faz silêncio! É como se aparecessem, quase assim do nada, umas enormes orelhas de elefante.

Mesmo que não fossem orelhas de elefante ... já o capuchinho vermelho dizia...ou perguntava:

"Avozinha, porque é que tens uma orelhas tão grandes?!"

Sempre podia chamar o Smeagol/Gollum