domingo, 10 de julho de 2016

16.16 - Portugal - Campeão Europeu 2016


Quem me conhece sabe que não sou das pessoais mais efusivas em termos de festejos ou de me expressar, no entanto, de forma simples e comedida, não deixo de estar satisfeito com esta vitória de Portugal. Nem tudo há de ser mau no que respeita ao nome do nosso país. Não sendo um expert na matéria, percebo que Portugal, ou melhor, a equipa portuguesa, pode não ter demonstrado ao longo deste campeonato europeu um futebol  digno de se sagrarem os campeões, mas ainda assim conseguiu o suficiente e melhor do que tudo, não desistiu de acreditar e lutou até ao fim, tendo assim conseguido pela primeira vez obter este título...CAMPEÕES EUROPEUS DE FUTEBOL! Pelo menos nisso estamos de Parabéns e que estes breves momentos de festa sirvam para esquecer as amarguras dos restantes dias. 

sábado, 9 de julho de 2016

16.15 - Not a fairy tale, but also, not a sweet dream


A nossa vida pode não ser um conto de fadas. É simplesmente como muitas outras, um enorme conjunto de momentos, com os seus momentos positivos e negativos, com os problemas fugazes e outros que teimam em permanecer (regra geral esses são aqueles que não dependem só de nós, ou melhor, quase nem dependem de nós, mas afectam-nos de forma massiva).
Infelizmente a minha pode estar a caminhar para se tornar um (pequeno, médio ou grande...até parece um menu) pesadelo. O click ou o pontapé de saída pode até já ter acontecido e agora ser apenas uma questão de para lá caminhar, só espero que essa caminhada seja feita com passos de formiga (como aquele jogo de infância em que tínhamos de avançar até certa meta conforme o tipo de passos que podíamos dar) e isto no que diz ao tamanho deles e não à sua velocidade, pois em termos de velocidade escolheria sem dúvida um amigo caranguejo, que andasse bem para trás ou para os lados, esquivando-se e arranjando um caminho alternativo. Mas infelizmente o tempo [ainda e nem tão cedo, e atrevo-me a dizer nunca nesse caso] não volta para trás. 

quinta-feira, 7 de julho de 2016

16.14 - "Adoro" quando ... e as orelhas de elefante

"Adoro" quando ...
As pessoas estão tão ocupadas nas suas tarefas ... possivelmente a trabalhar a ponta dos dedos nas teclas dum teclado "tac tac tac tac tac paa tac tac paa tac ........". Subitamente um telefone toca, toca, toca ... há quem não possa quebrar o ritmo, as suas tarefas, e por isso ignora, ignora, não atende ... parece que "it's my turn to pick it up" e quando isso acontece, é como se o "tac tac tac tac tac paa tac tac paa tac ........" fosse demasiado alto (sonoramente falando) para quem está do outro lado da linha me conseguir ouvir ou vice-versa, e eis que se faz silêncio! É como se aparecessem, quase assim do nada, umas enormes orelhas de elefante.

Mesmo que não fossem orelhas de elefante ... já o capuchinho vermelho dizia...ou perguntava:

"Avozinha, porque é que tens uma orelhas tão grandes?!"

Sempre podia chamar o Smeagol/Gollum


segunda-feira, 4 de julho de 2016

16.13 - Cidade Sem Alma (2º Livro do Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares)

Para quem não conhece o 1º Livro, este chama-se "O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares" e conta a história peculiar (ou parte desta) de Jacob Portaman. A sinopse do 1º livro é a seguinte:


Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde encontra as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tivessem sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas… Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.




É um tipo de livros que à partida estão mais direccionados para um público mais jovem, talvez adolescentes, no entanto, e embora sentisse que por vezes estava a ler um livro inadequado para a minha idade, sobretudo neste segundo livro, não foi por isso que deixei de gostar da sua leitura. Posso dizer que esperava uma pouco mais deste segundo livro no sentido de haver mais desenvolvimentos na história dos peculiares. Mas há que não se deixar enganar por estas palavras, pois não se trata de um livro "parado", já que num curto espaço de tempo, de cerca de três dias, muita coisa acontece e são diversas as situações que nos permitem conhecer melhor cada uma das personagens peculiares. Neste livro, e à semelhança do que acontece no primeiro, está presente mais uma série de fotos bizarras que de certa forma, suponho eu, acabaram por inspirar o autor aquando da construção de algumas personagens ou descrição de acontecimentos inseridas no contexto da acção ou desenvolvimento do livro. Estas fotos e a aparência gráfica do livro fazem com que o próprio livro seja também ele peculiar.


O final deste 2º livro acaba por saber a pouco, pois acontece justamente quando nos preparavamos para as coisas "sérias" e agora há que aguardar pelo 3º livro. Devido ao facto de já ter lido os dois primeiros, irei quase de certeza ler também esse 3º, sendo ele para adolescentes ou não. Mal não faz! 


Afinal de contas não nos faz mal de vez em quando regressar aos tempos da adolescência, nem que seja em memórias, e em particular nos livros que são dados a isso...a invocar esse tempo que já passou e que foi vivido de uma forma talvez diferente daquela que se idealizava (mesmo não sendo peculiares no sentido de peculiaridade que encontramos aqui nos livros da senhora Peregrine).

Já agora aproveito para aqui deixar o trailer do filme baseado neste(s) livro(s), que, embora à primeira vista pareça ser ligeiramente/bastante diferente do que encontramos no livro, a essência deve ser a mesma e valerá a pena, com cetreza, espreitar!



segunda-feira, 20 de junho de 2016

16.12 - The "a" Word

Ao vermos as imagens que se seguem e o título da série em si, não será difícil sabermos afinal de conta de que se trata esta série televisiva...





Devido ao facto de ter um membro na família que está no espectro (como pelos vistos algumas pessoas costumam dizer), e sendo pai de uma criança que ainda não ultrapassou aquilo que considero ser a fase/idade de risco ou a fase/idade de indefinição em relação a um diagnóstico de algo como o autismo, tratou-se de uma série que queria ver (devido ao tema e por ser pequena).
Resultado ... 

Arrependi-me e não me arrependi.

A primeira porque faz pensar no assunto e acaba por ser uma forma de reavivar aquele receio (que tento ignorar, mas nem sempre é fácil) de sermos "contemplados" com algo do género e ficar a magicar e a ver coisas onde elas podem não existir.

A segunda porque a interpretação da criança autista (não num grau demasiado severo) está muito bem conseguida e como sendo ao fim ao cabo o centro da série, acho que escolheram muito bem a criança para desempenhar o papel em causa. Também porque creio que a série no geral acaba por cumprir os seus objectivos que, a meu ver, passam por ser um entretenimento (com algum humor inglês à mistura, retratando as  circunstâncias de uma família que nesse caso é composta por uma série de personagens, tios, avós, etc, que de certa forma estão todas juntas ou próximas num espaço físico possibilitando assim a exploração do tema no seio da família mais alargada, qual a reacção da família ou o impacto que o autismo nesse caso pode causar no seio desta) e o alertar o público em geral para esse tipo de "problemas" que infelizmente cada vez se torna mais comum e também para fazer ver um pouco aquilo que os pais enfrentam ou com aquilo que lidam, não esquecendo a própria criança que terá de viver numa luta constante porque a sua integração, a diversos níveis, na sociedade, acaba por estar comprometida.




sexta-feira, 10 de junho de 2016

16.11 - Chorar, as cartas e a verdade

"Caminhei pela margem do rio até à foz, sentei-me nos últimos cinquenta metros de praia que ainda existiam e estive duas horas seguidas a chorar. Nunca tinha chorado tanto em toda a minha vida. Só depois de chorar essas duas horas consegui finalmente recuperar a coragem para me levantar. Não sabia para onde ir, mas pus-me de pé na mesma e sacudi a areia que ficara agarrada às calças.
O Sol tinha-se posto por completo, mas o dia ainda não chegara ao fim. Comecei a andar. Nas minhas costas, ouvia o murmúrio das ondas."



"Escrever cartas nunca foi a minha especialidade. Sai-me sempre tudo ao contrário e confundo o significado das palavras."
"Regra geral, as pessoas que têm jeito para escrever cartas são precisamente aquelas que têm necessidade de o fazer."
"Nesta altura faz um frio terrível e estou com as mãos dormentes. Tenho a sensação de que as mãos não me pertencem. Com o cérebro passa-se a mesma coisa, também parece não ser o meu."
Tirando o frio, estou vivo e respiro saúde. E tu? Não te vou dar a minha morada, mas peço-te, não me leves a mal. Não é que seja minha intenção esconder-te alguma coisa, vê se me entendes....Se te desse a minha direcção, acredito que nesse mesmo instante algo dentro de mim mudaria irreversivelmente. Ainda que queira, não consigo explicar melhor.
Estou em crer que tu sempre compreendeste muito bem todas as coisas que eu não consigo verbalizar correctamente.O único problema é que, quanto mais e melhor tu me compreendes, menos capaz sou de me explicar. Devo ter nascido com algum deficiência cognitiva.
É claro que toda a gente tem os seus defeitos.
O meu maior defeito é que, com o passar dos anos, aumentam as imperfeições."
....
"Ainda não sei bem se estou talhado para esta vida. Da mesma forma que não sei se a chamada 'alma de nómada' é um fenómeno para durar toda a vida. Como alguém escreveu um dia, para levar uma vida de nómada por excelência são precisas três coisas - um temperamento religioso, um temperamento artístico ou então um temperamento espiritual."
....
"Também pode acontecer que eu tenha aberto uma porta que não devia, e já não esteja em condições de recuar." 
"Tal como eu disse no início (disse, não disse?), quando penso em ti sinto-me um bocadinho envergonhado. Talvez por saber que tu guardas de mim uma boa recordação, dos tempos em que eu era uma pessoa relativamente normal."
....
"- Falar com franqueza e dizer a verdade são duas coisas totalmente diferentes. A honestidade está para a verdade como a proa de um barco para a sua popa. A franqueza aparece em primeiro lugar, a verdade vem depois. O intervalo de tempo entre ambas está na proporção directa da envergadura do barco. A verdade, quando aplicada Às grandes questões, tarda em aparecer. Acontece,. por vezes, que só se manifesta depois da morte. Por tudo isso, não será culpa minha nem tua caso a verdade não venha à tona."


Estes são alguns pequenos excertos do livro "Em busca do Carneiro Selvagem" de Murakami. Podem ganhar um sentido diferente quando apresentados for do contexto em que se inserem, mas de qualquer maneira as palavras por si só, excerto ou não, falam por si.

terça-feira, 7 de junho de 2016

16.10 - Murakami - "Em Busca do Carneiro Selvagem" e não só



Este livro de Murakami remonta para os primeiros livros dele, e segundo alguns dizem (supostamente mais entendidos na matéria), é um livro experimentalista. Compreendo que o seja ou que assim seja considerado, pois nota-se que há aqui neste livro "as primeiras tentativas" de Murakami nos fazer viajar por mundos que nem sempre estão ao alcance da nossa realidade. Quem já leu outros livros do autor já está a par dessa sua capacidade, e basta ver que 3 anos depois desta busca do carneiro, o livro "O Impiedoso País das Maravilhas e o Fim do Mundo" é um perfeito exemplo da capacidade de misturar o real com o irreal ou o inconsciente, o mundo dos sonhos, universos de certa forma paralelos que acabam por ser uma das coisas que mais me cativam na sua escrita.

Já há muito tempo que estava para ler este livro de Murakami e apesar de não considerar o meu livro favorito dele, é um bom livro e cuja leitura se recomenda sobretudo a quem gosta dos livros deste autor. 

A história em si acaba por ganhar contornos que mais têm a ver com a busca que todos nós também fazemos, com mais ou menos intensidade consoante os momentos ou fases da nossa vida: a busca pelo significado desta vida que temos oportunidade de viver. 

Há alturas no livro que a leitura se torna mais enfadonha (quando queremos avançar na história e o autor lembra-se de fazer um flashback que atrasa o desenvolvimento da história central, ou seja, a tal busca do personagem principal) mas que acabam por ser essenciais para se perceber o contexto ou para conhecer melhor as poucas personagens do livro.

Não é de estranhar algumas situações mais insólitas que surgem aqui e acolá ao longo do livro, chegando algumas delas a serem cómicas e até mesmo ridiculas se levassemos tudo "à letra" aquando da leitura de Murakami, mas que na verdade são mais um ingrediente fundamental para esta receita ser aprovada.

Não sei se terá sido da tradução ou se no original isso também acontecia...mas não gosto nada quando surge ao longo de um livro a repetição de algumas expressões e aqui neste as que mais me chamaram a atenção foram "dê lá por onde der" e "acto contínuo"!

Fiquei por um lado satisfeito por saber que a história da personagem principal deste livro não se ficou por aqui, pois essa continua no livro Dança, Dança, Dança do autor e que será certamente uma das próximas leituras (para não perder o fio à meada).





sexta-feira, 27 de maio de 2016

16.9 - Duke Special - Qual a minha condição hoje?!

Que venha o ***** e escolha!
Esta música, transformada numa miscelânea de adjectivos, acaba por se adaptar a todos nós, pois nós, como pessoas que somos, oscilamos entre estes diferentes adjectivos ou formas de estar na vida. Por mais constantes que tentemos ser, e por mais rotinas que tenhamos, o nosso estado de espírito é algo que está em constante mutação, sempre em rotação como um disco de vinil, à espera que a agulha escolha que pista haverá de tocar e quando aquilo que sentimos não nos deixa sequer definir que adjectivos nos definem hoje ou em determinado momento da nossa vida ou do dia, o som que daí resulta é capaz de ser atroz.


When all these fragments start to roar
Playing like an orchestra.
Sometimes it’s hard to hear yourself think.
It’s like the words are crawling back inside the ink. 




I am perfect,
I am broken,
I’m adored,
I’m unspoken,
I am lonely,
I’m contented,
I am sane,
I’m half demented,
I’m belief,
I am science,
I am peace,
I am defiance,
I’m the cause,
I’m effect,
I am sober,
I am wrecked ,
I’m a whisper,
I’m a quiet,
I’m a loser,
I am on fire,
I’m an extra,
I’m director,
I’m a pen drop,
I’m Phill Spector,
I am nothing,
I’m forever,
I am right now,
I am never,
I am brilliant,
I am done,
I am deep blue,
I am ZX 81.

I am black and white,
I am color,
I am risk,
I am mother,
I am holy,
I’m disaster,
I am fucked,
I am an answer.

When all these fragments start to roar
Playing like an orchestra.
Sometimes it’s hard to hear yourself think.
It’s like the words are crawling back inside the ink. 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

16.8 - John Verdon - Peter Pan tem que morrer ... ou não



O que é que esse livro tem a ver com o Peter Pan que todos nós, ou quase todos pelo menos, conhecemos?! Essa é talvez a primeira questão de quem optou por ler este livro ou se cruza com o seu título, mas não querendo ser spoiler, posso afirmar que não tem nada a ver e soa-me mais a jogada de marketing to que outra coisa!
Pensava que me podia voltar a surpreender (pela positiva claro) com mais um livro de John Verdon, Mas infelizmente, depois de "Pensa num número" até agora isso não aconteceu de forma tão significativa como naquele primeiro livro e atrevo-me a dizer que será difícil ler algum outro livro que continue a "saga" do ex-detective David Gurney porque sinceramente parece que as histórias perdem o "gás"a meio caminho. De forma geral elas até começam bastante ou relativamente bastante interessantes, só que depois parece que entrarmos num carrossel e andamos sempre à volta das mesmas questões. O facto de também ter deixado a leitura deste livro arrastar-se por alguns meses (não por culpa do livro em si, mas por questões pessoais, aka disponibilidade para ler com o mínimo de concentração necessária para tal), pode ter contribuído para não sentir aquela "adrenalina", aquele "suspense" que são essenciais neste tipo de livros e esse espaçamento entre as "sessões" de leitura pode ter diminuído a intensidade da chama do livro. 

Em relação às personagens, essas acabam por ser de certa forma estereotipadas, não acrescentando nada de novo ao tipo de personagens que já conhecemos de outros filmes ou histórias do género.

Para quem não conhece os outros livros de John Verdon, até pode ser que goste de ler este mais do que eu possa ter gostado, pois não deixa de ter os seus pontos positivos em certos aspectos, mas no geral, esperava algo mais deste quarto livro de Verdon.  

quarta-feira, 27 de abril de 2016

16.7 - Pulseira Verde




Não tenho por hábito usar pulseiras, mas de certeza que se fosse para escolher não seria uma colorida e muito menos dessas. No meio do mal há que ver o que pode haver de bom e nesse caso é a cor que supostamente é mais benéfica em relação aos modelos deste tipo de pulseiras. Por outro lado ela, a pulseira, ou melhor, a sua cor ou significado, não correspondem à realidade de alguns momentos dos últimos dias, mas pronto. Podia ser pior...porque quer queiramos quer não ha sempre pior.