quarta-feira, 27 de abril de 2016

16.7 - Pulseira Verde




Não tenho por hábito usar pulseiras, mas de certeza que se fosse para escolher não seria uma colorida e muito menos dessas. No meio do mal há que ver o que pode haver de bom e nesse caso é a cor que supostamente é mais benéfica em relação aos modelos deste tipo de pulseiras. Por outro lado ela, a pulseira, ou melhor, a sua cor ou significado, não correspondem à realidade de alguns momentos dos últimos dias, mas pronto. Podia ser pior...porque quer queiramos quer não ha sempre pior.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

16.6 - Experiência Socialista ou cada "pássaro" no seu galho!



Não tenho por hábito usar este meu espaço para fins políticos ou político-sociais, contudo há certos assuntos dessa natureza acerca dos quais temos (mesmo que involuntariamente) opinião embora possamos não ter o hábito de a manifestar ou de a discutir com os demais. Em virtude de me ter deparado com os seguintes 2 textos aproveitei para os deixar aqui e isto porque têm um quê de verdade e fazem um certo sentido, no entanto, e como em muitos outros aspectos da nossa vida, não devemos simplesmente generalizar as coisas, pois sabemos que quando observamos vários exemplos, a tendência é generalizar, fazendo com que uns paguem pelos outros. Há sempre, ou quase sempre, excepções à regra e tenho quase a certeza que todos nós, de uma forma directa ou indirecta, conhece alguma excepção no contexto destes 2 textos.   

«Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno mas que tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.Esta turma em particular, tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e “justo”.O professor então disse: ”Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames.”Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam “justas”.Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores…Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores…Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.O resultado, a segunda média dos testes foi 10.
Ninguém gostou..
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. Portanto, todos os alunos chumbaram…Para sua total surpresa. O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.“Quando a recompensa é grande”, disse, o professor, “o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável.”


O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.
O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”
Adrian Rogers, 1931

sexta-feira, 1 de abril de 2016

16.5 - Loop Songs - Flora Cash - For Someone

Guess that you'll be leaving now. 
Even in your deepest doubt, 
have you got it all…. figured out?

Procurava algumas palavras para a partilha desta música que me agradou desde o início, mas afinal de contas acabaram por não ser necessárias porque a música está bem acompanhada pelas imagens do seu videoclip. Ouvi a música uma série de vezes sem pensar se teria videoclip ou não, pois já lá vai o tempo em que os conheciamos todos ou quase todos (os videoclips). Creio que hoje ouve-se mais [só] a música. Mas a curiosidade e a vontade de a partilhar levaram-me até ao video que partilho aqui com a música. Não é que se trate de uma "obra prima" e inclusive, alguns aspectos não me convenceram muito à primeira vista, mas de certa forma, no geral, acaba por fazer jus à música que entra na categoria de "loop songs".

I was waiting for someone, 
to turn my world around. 
You came in the summer, and time was winding down.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

16.4 - O Conto do "Fragmentos Repartidos" (by Margarida)

Este post é dedicado ao texto/conto que foi escrito, muito bem escrito, pela Margarida (do blog: mas tu és tudo e tivesse eu uma casa tu passarias à minha porta) no seguimento do desafio relacionado com os contos das 250 palavras que ela faz questã de cumprir. Os bloggers interessados tiveram um "prazo" para solicitar um conto à Margarida...e a seu tempo, cada um é presenteado com o seu respectivo conto. Acho que, à semelhança do que aconteceu comigo, acabamos todos por ficar na expectativa de ver o resultado ou o que lhe "saí na rifa". Será que vai haver alguém que não vai gostar do seu conto?! Duvido muito que isso aconteça! Só o facto de saber que alguém dedica algum do seu tempo a criar algo para nós já é gratificante, pois nos dias de hoje parece que o que falta a todos nós é tempo, precioso tempo.

Aqui segue o "meu" conto:

O conto do Fragmentos Repartidos

   Se não fosses meu amigo
 
   A praia estava vazia àquela hora, enquanto esperávamos que o sol nascesse, sentados ao fundo das escadas, as bicicletas encostadas no pilar do passadiço lá no alto. À nossa frente, ouvíamos o incessante ribombar das ondas coroadas de espuma que rebentavam na areia. Esperávamos pela primeira aurora do mês de Dezembro, com as pernas encolhidas e o queixo assente nos joelhos. Tiritavas de frio, a gola levantada do casaco de bombazine e o gorro não eram suficientes. Por baixo do camisolão de lã, espreitava a tua camisola de pijama. Quinze minutos antes, tinha-te acordado com meia dúzia de pedrinhas atiradas ao vidro da janela do teu quarto. Abriste um pouco, consegui vislumbrar uma manga azul, acenaste e alguns minutos depois, arrastando a bicicleta, apareceste nas traseiras da casa.
   Não tiravas os olhos da grande bola laranja que começava a crescer num céu de Inverno sem nuvens. Sem o saber, guardavas um tesouro no bolso de dentro do casaco. Na semana anterior, tinhas-me pedido o canivete emprestado. Encontraste um pedaço de madeira no pinhal ao pé da tua casa e talhaste uma âncora, o meu nome e a data do meu nascimento. Nesse dia, eu fazia quinze anos.
   Durante muito tempo, eu não consegui dizer uma palavra, apertando-o até os nós dos dedos ficarem brancos. 
   Se não fosses meu amigo, hoje não estaria neste navio, no outro lado do mundo, onde é Verão. Faço quarenta anos e vejo o teu rosto no sol que agora nasce.

Quando li este conto, a primeira coisa que me lembrei, devido à imagem que inicialmente imaginei/visualizei, foi de um pequeno texto que escrevi e publiquei aqui no blogue há muito tempo (http://fragmentosrepartidos.blogspot.pt/2007/10/sentar-ou-deitar.html)...um texto em jeito de divagação, como tantos outros aqui presentes, mas que tem na sua essência algo comum com este texto da Margarida...a amizade. A amizade, a verdadeira e sem interesses e segundas intenções, que não é fácil e deve ser por isso valorizada.

Para finalizar, deixo aqui mais um agrdecimento à Margarida.


domingo, 24 de janeiro de 2016

16.3 - Freewheel - Mais uma volta

Todos os anos, mais ou menos por esta altura do ano, esta musica faz anos. É daquelas músicas cuja sonoridade nos faz viajar nos tempo devido àquilo que representa. Faz também pensar no tempo que passa, mergulhar na comparação, quase obrigatória, entre o antes e o depois, entre o antes e o agora.


16.2 - Mundo Abstracto

Não sei se será superstição ou não, se é algo em que se deva acreditar, mas será que pensar em algo negativo atrai realmente esse algo negativo que nos incomoda? É talvez como acreditar que a inveja dos outros (algo que tambem não vemos mas que transparece nos actos e atitudes dos outros) pode trazer-nos azar.


Dou por mim a pensar e a recear esse tipo de pensamentos (negativos) e devido a isso, tento então, de alguma forma, não dar crédito ao pensar que um dia possas abrir a porta de um mundo abstracto onde nós não conseguiremos estar verdadeiramente contigo, um mundo incógnito, de maravilhas inversas, fechado a mais de sete chaves. Peço, muitas vezes sem saber bem a quem, que isso não aconteça e que esse mundo, essa realidade em que vivemos, apesar de muitas vezes cruel e injusta, seja também o teu mundo e a tua realidade, pois será sinal de que juntos, partilharemos, as nossas vidas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

16.1 - Bloqueio/Falha de sistema


É fazerem-nos uma pergunta e ouvirmos, em simultâneo, o silêncio da nossa resposta e as engrenagens do nosso cérebro a processarem a questão, a tentarem fabricar uma possível resposta. Uma resposta que pode de alguma forma ser crucial ou não, tudo depende do ponto de vista, tudo depende da sua interpretação. Nos últimos tempos, ou desde há algum tempo para cá que essa espécie de anomalia de sistema por vezes me incomoda e isto porque, muitas vezes, quando nos fazem perguntas é nesse momento que temos uma oportunidade de manifestar a nossa opinião, o nosso parecer acerca de algum assunto e não aproveitarmos essas oportunidades pode ser algo mau a médio-longo prazo. Dizem que quem cala, consente, e às vezes parece que é assim mesmo, embora na realidade o silêncio seja muitas vezes a demonstração de uma falta de interesse, a demonstração de indiferença perante possíveis assuntos ou situações. Por mais que se queira é impossível querermos e podermos ficar no nosso canto sempre que desejamos...o mundo chama-nos a intervir e como seres sociais que temos de ser, temos de marcar presença de alguma forma. 


CTRL+ALT+DEL ....RESTART

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Outra vez fim de ano...que venha 2016


Quase que se torna uma tradição passar por aqui neste dia e deixar aqui umas palavras em jeito de fecho de ano, em jeito de despedida, em jeito de registo e agora já me fartei da expressão "em jeito"...até parece brasileiro ou derivado de acordos ortográficos!
Desta vez não quero falar directamente de objectos ou metas a alcançar já que isso iria soar repetitivo, tipo mais do mesmo, palavras ocas e típicas desta altura do ano. 
Para muitos não passará apenas de uma noite de passagem de dia, de quinta para sexta-feira..para outros será motivo para justificar algumas loucuras...e ainda para outros, uma ocasião para celebrar e festejar, de forma razoável, comedida, a passagem de mais um ano na companhia dos familiares e amigos. De tudo para todos.
No entanto, em 2016, espero conseguir dar mais vida a este espaço que por vezes deixo ao abandono, como um deserto por onde só passa o vento, como um local que, por não ser físico, pode correr o risco de deixar de existir. Há dias em que isso é uma hipótese mais provável do que remota. Em todo o caso espero que tal não aconteça em 2.0.1.6.

Àqueles que tropeçarem nestas minhas palavras, desejo, sinceramente, um ÓPTIMO ANO NOVO!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O DIA "S"

O post de hoje, que por razões que podem ser mais válidas que outras, tem um atraso de aproximadamente 3 meses, e é dedicado a um dia que acaba por ser como o virar de uma página, um marcador que define um antes e um depois. Não que as coisas possam mudar na sua totalidade, mas digamos que se trata de algo semelhante a um epicentro que desencadeia uma série de oscilações em diversos aspectos da vida.
É talvez um evento descrito como uma espécie de cliché porque todos nós já ouvimos alguém dizer o quão especial pode ser, mas acho que no fim de contas cada um tem direito a dar-lhe a sua devida importância e descrevê-lo conforme o entende e por isso estas minhas palavras que aqui partilho assumem essencialmente o papel de memória futura e não tanto a intenção de tornar público algo pessoal. Claro que quem tirar um pouco dos eu tempo para ler estas palavras mereço um agradecimento implícito por tal gesto. 

Embora possa parecer, não quero relatar isso como uma história ou uma notícia passo a dizer...
Naquele dia, após receber a chamada telefónica que podia indicar que a aventura ia começar, comecei logo a pensar (para mais tarde comprovar) que aquele resto de dia poderia ser repleto de emoções/sentimentos, vivido com os nervos à flor da pele em grande parte das ocasiões. Assim foi ... Começando pela expectativa de pensar que o dia tinha chegado e dali em diante íamos dar os passos finais em direcção à meta, em direcção à hora em que íamos conhecer alguém muito especial e não foi preciso muito tempo até nos darem a a confirmação, a confirmação que sim, que aquele era mesmo o dia em que uma nova aventura, uma nova etapa ia começar.

Calma VS Ansiedade.

Qual o meu papel? Estar presente e ... sentir uma frustração que ia aumentando gradualmente, devido ao facto de nos sentirmos quase inúteis (o pai) perante o sofrimento de alguém que está ao nosso lado (a mãe). Atenção e apoio era talvez tudo o que estava ao meu alcance e que felizmente penso ter conseguido oferecer. Depois de ultrapassada a experiência, imaginar que passar por todo aquele processo sem a presença de alguém, é capaz de ser complicado e por isso é confortante para mim saber que estive presente e que de uma forma ou de outra a minha presença fez a diferença, até porque a certa altura foi bom eu ter estado ali naquele momento.
Com o passar do tempo a Calma foi perdendo a luta contra a Ansiedade que, por sua vez depois pediu algum auxilio ao receio/medo.
As coisas estavam a correr, de forma geral, dentro do normal e pelo que nos diziam, seria uma caminhada que podia demorar algum tempo...teríamos de esperar, ir com calma. Contudo, um pouco mais tarde a situação foi-se desenrolando com maior rapidez e já não ia faltar muito para a hora S. À medida que essa hora se ia aproximando, a passos largos, a ansiedade ia aumentando e quase de um momento para o outro, tudo começou a acontecer muito depressa, mais depressa do que se previa e assim chegou o momento, que não pensávamos que era, mas afinal era. Naqueles momentos eu gostava de me ter conseguido multiplicar, para poder estar em todos os ângulos a ver e a ajudar, a viver o momento. Como não temos essa capacidade, assumi a minha condição de humano e assisti, presenciei e vivi o momento da melhor forma que consegui ...na altura. Devo dizer que foi um momento único, e quando vi aquele nosso fruto, aquela pessoa especial cá fora, não consegui conter as emoções e não sabia se havia de rir ou se havia de chorar e acabou sendo uma mistura das duas coisas em simultâneo, pois a alegria e a percepção da intensidade daquele momento assim determinaram. Sentei-me uns segundos porque parecia que as pernas tinham perdido toda a sua força, mas quase logo de seguida já tive que me levantar porque estar sentado era ainda pior. E então ficamos os três juntos, abraçados, a agradecer aquele momento.

No êxtase daquela hora, soube bem deixarem-nos uns minutos a sós, no silêncio, a olharmos para aquele bebé no colo, ainda sem acreditar, sem parecer que era verdade, seguindo a alegria e vontade de querer dar a notícia aos familiares e amigos mais próximos. Aquela seria uma noite para quase não conseguir dormir. É óbvio que não se pode comparar, mas sabem quando somos crianças, mesmo crianças, e mal conseguimos dormir depois da noite de Natal porque queremos estar com o ou os brinquedos que recebemos, ora aí está algo semelhante ao não conseguir dormir naquela noite, só que em proporções/realidades diferentes. O cansaço haveria de se acumular, e deixaríamos a tentativa de descansar para depois. Não era importante no momento.




Naquele dia e nos seguintes vamos aos poucos tendo noção (como costumam dizer ... vai caindo a ficha) que iniciamos uma nova fase das nossas vidas, sem possibilidade de retrocesso, pois as responsabilidades multiplicam-se e as prioridades alteram-se quase completamente. Esta nova fase é marcada por muitas expectativas, mas também por muitos receios, muitas interrogações e uma transformação na nossa maneira de ver as coisas e na nossa forma de encarar as coisas. Não iniciamos uma viagem para ser feita num mar de rosas, sabemos isso, mas resta-nos agora a esperança e a capacidade de encarar o futuro com optimismo, mesmo com receio e vendo que o futuro é incerto como o tempo dos Açores (que para quem não sabe...nem sempre está mau ou a chover!). Esperemos ter a possibilidade de viver muitos momento de alegria, que seja possível alcançarmos metas que por ventura possamos traçar e que tenhamos a capacidade de ultrapassar os obstáculos (que certamente não serão poucos) que venham ao nosso encontro.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Agulha no palheiro ... Patrick Watson - Lighthouse


Achar-te terá outrora sido como encontrar uma agulha num palheiro. Foi obra do acaso, foi obra das palavras e dos sons de vozes envolvidas em instrumentos que resultavam em algo novo, agradável ao ouvido, uma porta de entrada. Repetir tal "proeza" soa a tarefa árdua, pois quando há coisas que parecem resultar dos desígnios do destino, do acaso, é difícil, ou arrisco a dizer impossível ou praticamente impossível, conseguirmos que algo semelhante volte a acontecer pois quando existem variáveis sobre as quais temos pouca influência, o resultado final pode ser inconclusivo. 
Por vezes penso que te vais indo aos poucos, lentamente, ou quase de um momento para o outro, ou em espaços de tempo que nem me recordo ou nem me apercebi....pois o tempo passa e eu, que era eu, se calhar já não sou eu, ou tu, que eras tu, se calhar já não és tu. Somos talvez apenas versões diferentes de nós próprios. Todavia isso deve ser visto apenas como uma mais valia, já que o importante é manter a alma e evoluir a nossa personalidade, adaptar-nos ao mundo, não ficar inertes, presos ao chão como uma estaca, a fazer as vezes de um espantalho que assiste, indiferente, ao mundo em seu redor.