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A mostrar mensagens de Setembro, 2008

Na ausência

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É na ausência de algo ou alguém que nos damos conta que tudo aquilo que temos (nem que seja um possuir aparente), ou que já tivemos, nos deixa a vaguear pelos devaneios do vazio quando a perdemos, quando não a conseguimos encontrar ou quando simplesmente está longe de nós.

Assim como….
Na ausência de um olhar, podemos sentir-nos desencontrados.
Na ausência de um abraço, podemos sentir-nos frios e frágeis.
Na ausência de um beijo, podemos sentir-nos vazios.
Na ausência de alguém para nos dar a mão, podemos sentir-nos desequilibrados e sem destino no meio de um labirinto.
Na ausência de um amigo, podemos sentir-nos inadequados, inconsistentes e sós.
Na ausência da(s) pessoa(s) que nos completa, podemos sentir-nos a cambalear e desamparados.
Na ausência da confiança dos outros em nós, sentimo-nos tristes e desmotivados.
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Poderia ficar aqui a tentar enumerar e descrever “N” coisas, em que na sua ausência, somos capazes de ficar num estado que não é o que entendemos por normal, ou …

Levanta e Sorri

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Eis as palavras que encontrei num dos comentários deixados aqui no meu blog e que são sinónimos de um conselho de alguém que certamente vê a vida como se se tratasse de uma tela de Monet, onde não falta a luz, cintilante e que aviva as águas de um lago, ou de um rio, que sorriem através de milhares de minusculos pontinhos luminosos que deixam apenas espaço para o reflexo das inúmeras cores da vida que por ali abundam e que dão forma a inúmeras texturas sólidas. Um conselho que deviamos seguir ao abrirmos os olhos pela manhã, ao cheirarmos um novo dia.
Fazer de conta que é Domingo (por acaso hoje até é)! Gostaria de pegar nesse sentimento, nessa ideia, e a gravar isso no arranque do meu cérebro pela manhã, sobretudo para dar uso durante os dias da semana. Aqueles dias em que acordar para de seguida ir exactamente para onde não se quer ir, e ver quem não deixa saudades na sua ausência, aquele sitio onde tudo o que nos atrasa dá um passo de gigante, os segundos são minutos, os minutos são…

And daylight comes and fades with the tide

Porque há músicas que não nos são indiferentes, ao ouvir essa de BethGibbons (Portishead), "Show", aproveitei para deixar aqui umas palavras...

Quantas são as vezes em que palavras dessas surgem nos nossos pensamentos sob a forma de uma questão ou de uma conclusão?
Há dias que se passam que nem sequer nos deixam passar do "ontem" para o "hoje" porque nem tão pouco fomos capazes de deixar pegadas à entrada da porta ou onde quer que seja. Será que existiram e alguém as varreu?!

Nesse constante e fervoroso "rolar de nuvens" não nos podemos esquecer que temos de nos encontrar e guiar ao longo do nosso "espectáculo" personificado no palco da vida com um guião contínuo e improvisado diariamente.

Escrever isso, pode-se dizer é parar para pensar e fazer uma pausa no movimento da maré que varre as horas e os dias e não nos deixa senão com uma vaga memória para o dia de amanhã. O que é que há de bom nisso? Talvez conseguir não incluir nesse fragme…

Campos abertos ao céu

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Depois de tanto tempo sem por cá os pés, decidi que era finalmente altura de visitar o meu blog e arrancar as ervas e os paranhos que foram crescendo ao longo destes dias de abandono que se passaram. Como se se tratasse de estar numa divisão sem tempo e sem espaço, é assim que vejo as palavras que hoje ficam aqui, que têm como função apenas marcar presença, marcar uma existência. Uma existência que é como estar nessa tal divisão que só existe porque nós existimos e que ao mesmo tempo é nada e é tudo. Tudo o que temos.
No delineamento dos dias que se passaram, posso dizer que, foi como estar no meio de campos abertos ao céu e montanhas, onde os espaços planos se fundiam com subidas e descidas que tinham de ser exploradas. E como tudo o que fazemos, e tudo o que nos fazem, faz parte da vida, o que é preciso fazer é pegar nisso e transformar isso em experiência de vida. Aprender a saber que quando subimos podemos descer e que quando descemos podemos encontrar um nova subida e que nen semp…