18.5 - Ser igual e ser diferente

Hoje, e à semelhança de muitos outros dias que são dedicados a alguma causa, é suposto ser um dia para celebrar algo, nesse caso é o dia de homenagear o Pai. Para muitos surge a afirmação de que isso é algo que tem de ser feito todo o ano porque não nos podemos limitar a celebrar ou homenagear determinadas causas ou pessoas somente um dia no ano.
No dia a dia quero ser diferente de ti e no dia a dia quero ser igual a ti. Quero ser diferente naquilo que desaprovo, naquilo que não gostei e nao gosto de ver num pai, naquilo que não considero um exemplo a seguir, embora nem sempre isso aconteça com sucesso porque por vezes só damos valor a certas coisas ou só as sabemos interpretar depois de as vivenciarmos.  Quero ser igual naquelas coisas que me transmitiste e que hoje em dia, de forma direta ou não, acabam por ser um bom exemplo, um bom conselho, um ensinamento.
Nos dias que passam é relativamente frequente olhar para trás e ter pena de não ter tido mais exemplos, mais vivências, mais memórias positivas, de não ter aproveitado aquilo que um pai deveria ser capaz de ensinar e que abdicou por circunstâncias que mudam consoante o ponto de vista, de não ter aproveitado algo essencial e que futuramente deixará de ser uma possibilidade ... o tempo ... Hoje escrevo isso, mas sei que amanha será mais um dia em que és um Pai e eu sou um filho e cada um continuará na sua rotina, no seu espaço, na sua vida.

Comentários

  1. Interessante análise introspectiva sobre a relação pai/ filho.

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