17.22 - O Luto é a Coisa com Penas - Max Porter



Li este pequeno livro recentemente e embora não tenha sido um mau livro, infelizmente também não foi, na minha opinião claro, nada de surpreendente. 

Talvez eu tenha ficado com demasiadas expectativas em relação ao mesmo e isso deveu-se à leitura de alguns comentários e opiniões que se encontra pelo mundo da Internet relacionados com o livro. Não quero com isto dizer que as pessoas que falam muito bem do livro estejam erradas, pois como sabemos, a leitura, e o prazer de ler um livro, é algo muito subjectivo. Uma coisa importante na leitura de opiniões e comentários é sabermos filtrar as mesmas e perceber se estas são de pessoas que têm gostos ou preferências de leitura semelhantes às nossas. O risco de desilusão é menor se conseguirmos ter isso por base! Há na mesma o risco de não gostarmos do livro, mas pelo menos as hipóteses de gostarmos são maiores.

Porque é que não gostei deste livro o suficiente? 
Acho que a primeira resposta seria ... devido ao facto de achar que, até certa parte do livro, existe algum carácter aleatório na escrita que acaba por fazer com que o livro não nos permita absorver o suficiente da experiência das personagens e o sentimento que se calhar era para ser transmitido. Esses aspectos aleatórios estão na sua maioria associados ao CORVO, personagem fictícia e figurativa que nos acompanha ao longo do livro, chegando a ser por vezes irritante. Não sei se era esse o propósito do autor, pois acho que a escrita e a tentativa de expressar alguns comportamentos da ave são mais irritantes do que a personagem em si.Nessa primeira parte não se torna muito fácil a nossa ligação com as personagens, no entanto, a partir de certo ponto as coisas acabam por ficar mais consistentes e consegue-se começar a gostar do livro (quando digo gostar, quero referir-me que estamos a ler com prazer e não com a sensação de estar a perder tempo, de fazer um "frete"), da escrita, das personagens, etc. Só é pena que, quando isso acontece, o livro já está a acabar, acabando por saber a pouco. Se calhar o autor haveria de ter dado prioridade a certas coisas em vez de outras. 

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