17.16 - Through the night

Afundo-me nas marés da noite, embrenho-me nas suas águas e sinto o corpo gelar, perder o controlo ... Resta aguardar que o nascer do dia me leve de novo até à costa, onde me possa sentir mais seguro, ultrapassar as incongruências geradas pela escuridão e que têm a capacidade de  distorcer a realidade ou então de nos fazer enfrentar pensamentos e sentimentos com os quais não contavamos. É preciso dar tempo ao tempo, esperar a bonança, esquecer o que há para esquecer, discernir o que é real. Mesmo não o sendo, pois por vezes a criação de uma realidade mais dificilmente é esquecida porque há uma série de ses que criam uma espécie de ciclo vicioso com o qual é necessario lidar já que a sua autoria me pertence. Pela primeira vez, ou assim me pareceu, senti-me ... e agora falta-me a palavra ... mas pode ser que esteja enganado e que no fim de contas ...

Quando o nosso forte não é lidar com pessoas, por vezes falta-nos a capacidade de saber interpretar as coisas, mas independente do resultado, talvez deva pensar que o que aconteceu ou não, tenha sido por um motivo melhor, cujo tempo se encarregará de confirmar.

Estas músicas ja estiveram aqui no blogue recentemente, mas como aqui se encaixam ainda melhor, é aqui que também devem estar.

Gostava de te poder dar um Abraço.



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