A Culpa é das Estrelas


Um livro que já andava para ler há algum tempo, mas que só recentemente tive oportunidade de o fazer. Posso dizer que foi daqueles livros capazes de me prender praticamente desde o inicio da sua leitura. Não por ser um romance ou uma história de amor, mas por ser bem escrito (estão lá as observações, frases, comentários que fazem a diferença e que são capazes de definir um livro, um autor, uma forma de escrever e de observar o mundo ou as pessoas) que tem a dose certa de drama e humor, sem ser demasiado lamechas ou algo do género. Para certas pessoas pode apenas ser mais uma história de amor para teenagers (e poderão ficar com essa ideia sobretudo se virem o trailer do filme, trailer esse que, a meu ver, se calhar não consegue transmitir ou convencer muita pessoas ... que não conheçam o livro claro), mas essa não será certamente a minha opinião, pois o amor não escolhe idades.
Uma vez que se trata de uma história onde está envolvida a doença e a efemeridade da vida, estão presentes questões existenciais que todos nós conhecemos devido ao facto de nós próprios as colocarmos a nós próprios durante alguma etapa da nossa passagem por este mundo. Tópicos que nos fazem certamente repensar algumas coisas e reavaliar determinados aspectos da nossa vida tendo em conta que só cá estamos de passagem (não querendo com isto dar ênfase ao lema de viver cada dia como se fosse o último que por acaso também está de certa forma no livro). Será que seremos lembrados após a nossa partida? Será que aquelas pessoas com quem nos importamos mais irão sentir a nossa falta ou estaremos a desperdiçar apenas sentimentos e tempo? Conseguiremos fazer algo útil e memorável com a nossa vida, com o tempo que nos é permitido cá estar?



É algo que se calhar não nos perguntamos tantas vezes quanto isso, embora tenhamos sempre alguma preocupação, mesmo que inconscientemente, em cumprir os nossos objectivos e por conseguinte sentir-nos de certa forma realizados a nível geral. 

Comentários

  1. O livro é muito especial, e é como dizes não é lamechas, tem muito sentimentos, escrito de uma forma muito terna, bonita e inteligente.

    O trailer do filme não passa a "magia" que o livro tem, mas quem já o leu certamente não irá deixar passar ao lado o filme.

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  2. Wow!
    "Conheço" este título de nome, mas em boa altur falaste dele... e do filme que nem sabia existir.
    A guardar :)

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