Na hora de por a mesa...a saudade

Na hora de por a mesa....Título de um texto da autoria de José Luís Peixoto que me vem muitas vezes ao pensamento e isso acontece por diversas razões. Uma delas é a relação entre a aparente simplicidade do texto e aquilo que o próprio texto transmite. Podemos ser mais ou menos do que cinco pessoas na hora de por a mesa, mas certamente em algum determinado momento da nossa vida acabamos por sentir a falta de qualquer uma dessas pessoas quando elas, por algum motivo, já não estão presentes. Sentimos a falta de partilhar momentos com essas pessoas, de comunicar com elas. No texto temos o exemplo do "sentar à mesa", algo que representa um momento de partilha familiar que nos dias de hoje se calhar se torna cada vez  menos frequente e em muitos casos é também o único momento do dia em que uma família consegue estar toda junta e partilhar certos aspectos ou momentos das suas vidas, nem que seja apenas por alguns minutos. Nas restantes horas do dia, ou estão fora de casa ou estão espalhados pela casa como brinquedos de uma criança. Voltando ao momento base daquele texto, o por a mesa ou sentar à mesa, também pode significar todo um conjunto de experiências/vivências que permitam fortalecer ou manter os nossos laços com as pessoas que significam algo para nós, pessoas essas que mais cedo ou mais tarde, quando já cá não estão, nos irão lembrar que existe um vazio, que existe a saudade. Nesse momento iremos pensar no tempo que tem passado, nos momentos que não aproveitamos e que não se partilhou nada, iremos pensar nas formas possíveis de conseguir recuperar algum desse tempo passado (e que podemos considerar que foi tempo desperdiçado), pois sabemos que nesse aspecto, o tempo que já lá vai, já se foi e não volta. 

Comentários

  1. Sim, verdade. Conheço também esse texto e gosto. E a moral da história é que devemos simplesmente ser e aproveitar o presente sem olhar demasiado para trás nem viver hipotecados no futuro... Um sorriso, um abraço, fazem a diferença entre um tempo e outro e nao raras vezes se chama felicidade :)

    É bm ter-te de novo :)

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