B-Day



Este é, ou foi, mais uma vez aquele dia que quero que chegue, que quero que não chegue, que quero que dure e que ao mesmo tempo quero que passe depressa. Um misto de sentimentos e pensamentos que driblam na minha cabeça e que muitas vezes se perdem pelas linhas que contornam a realidade.
Creio que seja normal para muitas pessoas esta invasão de contradições e que este dia seja um dia que dá mais para reflectir do que para festejar ou comemorar. Não se trata de se ser ingrato por se ignorar que se deve celebrar um aniversário, celebrar o facto de se completar mais um ano de vida, sobretudo se estamos minimamente bem de saúde, no entanto, cada qual tem a sua forma de interpretar o seu mundo e há certas coisas que por vezes nos dificultam a tarefa de tornar este dia num dia especial porque sabemos que é quase só mais um dia e que amanhã existirão problemas que continuarão a estar por resolver. Gostava de conseguir pensar de forma diferente e de certa forma vou tentando fazer isso, que é, tentar aproveitar os momentos sem as sombras dos problemas, mas há sempre aquele "switch" que parece que activa um sino que ressoa nos meus ouvidos e me faz lembrar que tudo é temporário.


A ironia do dia: Não conseguir atender a chamada do único amigo que se deu ao trabalho de ligar para desejar um feliz aniversário. De qualquer forma a intenção esteve presente e como costumam dizer, é isso que conta. Há que distinguir uma chamada de um post nas redes sociais, não querendo obviamente desvalorizar por completo esta segunda via claro. 
Espero daqui a 365 dias poder estar aqui novamente a finalizar os pensamentos do dia. 

Comentários

  1. Sabes, há amigos que ha muito deixaram de ser virtuais! Gostei muito (como costumo gostar sempre) do texto que escreves; uma diferente perspectiva de um dia que se quer especial mas depois do qual nem por isso os problemas desapareceram, qual passagem de ano em que tudo está feliz numa festa universal e no entanto tudo continua ali à espera na esquina por resolver e ser enfrentado.

    No entanto, é também a maneira como encaramos as coisas e não tanto as coisas em si, que fazem a diferença.

    Se temos aquele "switch" de que há coisas por fazer e resolver, isso retira-nos a capacidade de fruir o momento, o dia, qual domingo à tarde a pensar que se avizinha uma semana de trabalho e já nao sentimos o resto do dia da mesma maneira que no sábado ou sexta à noite!

    O meu dia D é um dia em que me costumo afastar para a solidão de mim mesmo. Não gosto que me façam festas, bolos, o que quer que seja. Mas a todos agradeço no dia seguinte as sms e msgs de voz que foeram caindo no telemovel. Apesar de nao gostar dessas coisas de ocasião, obviamente nao apenas sabe bem que se lembrem de nós, como devemos retribuir com a mesma simpatia o gesto que nos quiseram ofertar.

    Fujo sempre e ate viajo sozinho no meu dia. Mas também gosto de ligar o telefone e saber que varias pessoas pensaram em mim e me quiseram bem num dia tao particular.

    Somos seres realcionais, precisamos todos de todos. Mas vivo o meu dia de forma muito hermética, nem eu sei porquê, é o meu reveillon, é um dia muito especial.

    A ti desejo, com o atraso que nada interessa nos parabéns, que dentro de um ano estejas aqui a dizer algo mais solto, mais leve, onde te imiscuis mais na celebração de um ser único que nasceu para a vida e que não haverá outro: TU!

    Parabéns :)

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