It’s alright love, you’re in good hands

Liberto os meus braços e deixo as minhas mãos procurarem-te. Elas percorrem o vazio da escuridão, seguem o seu caminho para descobrirem o teu rosto, o teu cabelo, o teu sossego. Quando te encontram, dançam em movimentos serenos e toques suaves, que mesmo assim, causam um rebuliço no meu coração, fazendo o meu corpo estremecer em soluços quentes debaixo de uma chuva salina que aumenta a temperatura do meu ser, dos meus olhos e me faz vaguear nas memórias. Percorro essas memórias e é como se eu estivesse a descer um rio onde nas suas margens pudesse ver o reflexo da vida e em simultâneo alguns flashes de hipotéticos momentos futuros. Em certos e prolongados momentos o meu braço envolve o teu corpo puxando-o para junto do meu e é como se nesse instante me estivesse a agarrar às margens do rio à procura de um apoio, de algo para me segurar e que me ajude a regressar a terra firme. Esses troncos, essas rochas que são as tuas palavras, os teus gestos, os teus afectos, os pequenos detalhes.

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