um NADA


Hoje, e à semelhança dos últimos dias, sinto-me um NADA. Um nada para mim e um nada para os outros. Sinto o meu corpo a desvanecer no passar do tempo que é marcado pelas palpitações do coração que parece querer sentir mil e uma coisas ao mesmo tempo. Por ser demasiado, ele acaba por ficar congestionado deixando-me numa sofreguidão que surge como se o mundo fosse acabar daqui a uma hora e houvesse uma infinidade de coisas que ainda queria experimentar/fazer nesta vida.
Sei que de nada serve estar constantemente a olhar para o lado menos bom de tudo, pois isso é provável que estrague o pouco [que pode ser muito] do bom que já se alcançou, mas os nossos pensamentos por vezes ganham autonomia e levam-nos até onde não queremos e é agonizante não ter controle sobre o próprio pensamento e consequentes acções. Acções essas que deixam marcas como se fossem um carimbo sobre um selo. O selo continua a estar lá, conseguimos ler o seu texto e ver a sua imagem, mas está marcado para sempre e por vezes a atenção recai sobre as linhas do carimbo e não sobre o selo em si ou o que ele significa.

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