À noite na floresta

Esticaste o braço e varreste as estrelas do céu deixando-me perdido de olhos abertos a ver o nada que a escuridão da noite tinha para oferecer. Tentava orientar-me e sabia que estavas ali perto, eu ouvia-te, mas não te encontrava! Estavas ali mas ao mesmo tempo corrias por entre as árvores, montes e riachos, eu quase conseguia ouvir todos os teus movimentos, os teus braços a acordar os ramos adormecidos das árvores, o vento por ti provocado a espantar as folhas caídas e outrora sossegadas e os teus pés a fazerem furos na água numa mistura de sons ocos e estridentes.

Fiquei ali, somente a ouvir os sons, a vaguear pelos pensamentos e à espera que tu e os teus braços regressassem para me embalar e aconchegar na noite, sentir a segurança da tua presença e o calor da tua companhia para então poder fechar os olhos e correr contigo pela floresta fora até nascer um novo dia.

Comentários

  1. Está mais do que na altura de te oferecer com inteiro mérito o premio do meu blo "Sair das palavras" que se encontra na barra lateral direita lá do blogue. Costumo oferecê-lo now and then conforme os blogues e / ou pessoas que o identificam. está mais do que na altura. E é este o meu comentário. Um premio sentido pela sublijmidade da tua página...

    abraço grande :)

    ResponderEliminar
  2. um livro como carlos ruiz zafón tenho de pensar é que os dele são especiais de uma maneira única acho que ainda do género não achei nenhum escritor. Tb não sei que tipo de livros preferes se só como a sombra do vento/jogo de anjo ou outros géneros.


    bjs e boas leituras

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

16.16 - Portugal - Campeão Europeu 2016

16.14 - "Adoro" quando ... e as orelhas de elefante

16.8 - John Verdon - Peter Pan tem que morrer ... ou não