Looking Back


Olhando para trás...

Em tempos, e devido a uma decisão incoerente, mas inocente, escapaste das minhas mãos e naquele momento pareceu que o tempo parou, pensei que seria um fim e estremeci de pânico, corri sem que o cansaço existisse, percorri caminhos que não tiveram distância, avançava sem ver as luzes e sem sentir a noite, sentir o que quer que fosse, pois o medo preenchia todos os milimetros dop meu pensamento. Queria apenas poder voltar atrás, queria apenas desaparecer. Depois daquele momento, a noite parecia interminável, tudo o que eu procurava era o auxílio, pois o medo era terrificante e até saber que a tua fragilidade fora mais forte do que tudo, foram eternidades de ansiedade. São memórias que fazem a minha pele crepitar sempre que nelas mergulho. Entretanto, como o tempo parece voar, muito já se passou desde então e de quando em quando eis que essas memórias me invadem, mas hoje é diferente, todos os dias são diferentes, embora no seu conjunto pareçam uma repetição. Sabemos que o tempo é responsável por transformar tudo e nós não somos excepção, antes pelo contrário.

Por momentos vi a tristeza no teu olhar e fiquei a pensar quais seriam os motivos dela existir, mas afinal penso que também já passaste aquela idade onde os problemas são apenas assuntos dos adultos ou das pessoas com mais idade do que tu, e já percebeste que nem todos os dias são dias em que o sol brilha, o céu está azul e apetece sair e ver as pessoas sorrirem porque parecem não existir problemas. Talvez tenha sido a distância, agora mais do que antes, que me tenha feito olhar de maneira diferente quando te aproximaste, como se eu tivesse mudado de plataforma e tudo ganhasse uma nova perspectiva, um outro ângulo de visão, cuja influência da luz e da sombra modificasse aquilo que vemos e aquilo que sentimos.

Comentários

  1. Sentimo-nos sempre impelidos ao passado quando ficamos mais vulneraveis...

    abraço-te muito ;)

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