Um Universo de Possibilidades Infinitas

"E se essa teia invisível que nos une
quebrasse, acabasse...
E depois?
O que seria de biliões de almas solitárias e desconectadas?
Aqui reside o maior desafio das nossas vidas.
Descobrir, conectar...Resistir.
Enquanto nossos corações forem puros,
e nossos pensamentos sãos,
seremos realmente um só,
capazes de reparar o nosso frágil mundo,
e criarmos um universo de possibilidades infinitas."

(Heroes, Volume 4)


De uma forma ou de outra acabamos por estar todos ligados, envolvidos nessa grande teia de infinitas ligações, umas reais, outras imaginárias. No entanto, sei que esse pensamento, essa conclusão, tem os seus dias invisíveis e nesses dias não serve de muito, pois na realidade sabemos que a teia não se alastra ou resiste tanto quanto muitos de nós gostariamos.

Quantas ligações ficam bloqueadas?!

Quantas se desligam com o passar do tempo?!

Quantas deixamos passar ao lado?

Quantas são mal interpretadas?

É um labirinto no qual os becos sem saída estão presentes e onde é preciso ter a capacidade de não desistir de tentar encontrar o caminho certo que não tem que ser necessariamente a saída, pois esse é o objectivo final. Assim sendo, o caminho certo seria a descoberta de novos caminhos porque enquanto houver caminho há vida, e se esse caminho for percorrido com a ajuda de quem nos ajuda e precisa da nossa ajuda, será certamente mais fácil de trilhar, de descobrir, de resistir...


Infelizmente sabemos que muitas vezes é preciso perder o que temos para dar o devido valor. Se calhar [para não dizer "Com certeza"] o mesmo acontece com os fragmentos das teias de todos nós, que enfraquecem e caiem lentamente no abismo do esquecimento. O que é que resta? A solidão?! A preciosa companhia do vazio que nos arranca das mãos a capacidade de sorrir, a capacidade de partilhar o que quer que seja?! Talvez, mas também está em nós [e naquelas pessoas que realmente estão na nossa teia, na real e não apenas imaginária] evitar que isso aconteça.

Comentários

  1. Olá, bom dia

    É um texto interessante.

    Dizes assim: "Infelizmente sabemos que muitas vezes é preciso perder o que temos para dar o devido valor"

    E mais à frente acrescentas a terminar:

    "O que é que resta? A solidão?! A preciosa companhia do vazio que nos arranca das mãos a capacidade de sorrir, a capacidade de partilhar o que quer que seja?! Talvez, mas também está em nós [e naquelas pessoas que realmente estão na nossa teia, na real e não apenas imaginária] evitar que isso aconteça."

    Parece-me que fazes a pergunta, deambulas e acabas por dar a resposta. E isso é importante, porque reflectes, e consegues encontrar a solução. O eventual problema pode ser o "como" ou a acção em si, nao depender (sempre) de nós nem dos outros, mas por isso mesmo devemos estar atentos para não darmos valor às coisas (e às pessoas) quando já perdemos oportunidades (ou relaçoes de amizade ou outras).

    Como dizes e muito bem, volto a citar-te: "está em nós [e naquelas pessoas que realmente estão na nossa teia, na real e não apenas imaginária] evitar que isso aconteça."

    Atenção: pessoas que estão na nossa reia real e nao a imaginada, embora possamos fazer de um sonho uma concretização. Como costumo dizer, somos todos desconhecidos até nos tornarmos amigos. E nao vale a pena idealizar, mas também é preciso apostar: em nos mesmos e nos outros, para que tenhamos uma teia real e nao imaginada.

    Muito bom.

    Abraço

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  2. Mais um final...mas deixando de lado a ficção e falando do que realmente importa, realmente o universo está repleto de possibilidades infinitas e quantas deixamos de lado por causa de preguiça? E quantas por causa da nossa teimosia em querermos que as coisas sejam e aconteçam à nossa maneira desfazem os sonhos que temos? Nesse caso as desculpas também são muitas :-S

    Abraço,
    Carlos

    O universo está certamente ligado através de inúmeras possibilidades e o ser humano não arranja sempre desculpas para tudo e mais alguma coisa?

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  3. Parabens pelo blo interessntíssimo...tem muita criatividade!

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