Na tua fiel solidão

Olho para ti e fico a pensar que...
Está na altura de deixar de fazer o que parece ser certo
Fugir do limite das linhas rectas e contínuas
Percorrer livremente todos os caminhos e explorar todas as possibilidades
Deixar de fazer as transições de forma suave, delicada e harmoniosamente perfeitas
Tirar partido do impacto entre a força e leveza do gesto
Explorar novas técnicas
Variar um pouco aquilo que parece seguir sempre o mesmo ritual
Porque tudo o que é repetitivo pode dar origem ao aborrecimento, ao desinteresse
Mesmo que para isso seja necessário fugir da zona de segurança
Não ter medo de arriscar
Não ter medo de falhar [já sabemos que se aprende muito com os erros]
Para algo ser bem feito, normalmente é preciso praticar e sem risco não há treino
Dominar os movimentos de maneira que sejam espontâneos e ao mesmo tempo eficazes
Atingir o efeito pretendido e deixar de andar apenas em zonas planas, pobres em textura
Olhar para ti e ver a tua transformação
Passar do vazio, do triste e frio
Para a vida, a alegria e o calor
Eu e tu
No silêncio ou na companhia de algo agradável e inspirador...
Mas já não será hoje porque já não dá tempo
Combinei com as horas mas elas foram mais rápidas do que eu
Mas sei que amanhã continuarás à minha espera
Apesar de saberes que te ignoro durante dias e dias
Contínuas sempre à minha espera
Na tua fiel solidão

Onde é que guardei os pincéis?!

Comentários

  1. "Na tua Fiel Solidão"...um titulo para um livro, não achas? O ritmo do texto consegue ser surpreendentemente porque as palavras são mais que isso e quando isso acontece queremos sempre mais, fugir do limite das linhas rectas e contínuas de que falas.

    Um abraço,
    Carlos

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