Fire of Antólia


"Houve um fogo numa montanha imortal, Nemtut, cujo cume se estende até aos céus. Primeiramente tudo era fogo, toda a criação, e depois emerge das chamas com a linguagem sagrada do tempo e oferece-se ao Sol. No lugar onde o Este se reuniu com o Oeste, antes do primeiro memorando pela paz mundial no monte do fogo, em Anatólia. Prometheus trouxe o fogo à Humanidade e fluiu como um rio de luz através da terra, propagando-se e testando a vida."

Ontem, durante fragmentos do meu tempo estive sentado perante um espectáculo que me levou para bem longe e nem foi preciso sair do lugar onde estava sentado. Fui para um lugar onde o mundo que estava lá fora ficou de parte durante aquele espaço de tempo e continua a ficar de parte durante o tempo que lá regresso através dos fragmentos que a memória conseguiu guardar.

Estar no escuro e ser envolto no som da música, que só por si já é um bilhete válido para viajar para bem longe) e poder assistir a cerca de 30 pessoas a viverem a música e ao mesmo tempo a darem vida à música, em perfeita sincronia (mesmo que a perfeição seja sempre relativa), foi daqueles momentos em que se fica a pensar que há muita coisa para conhecer, ver e viver, e que é uma pena não se poder ter mais oportunidades de contemplar tais autenticidades ao longo dos dias dessa viagem que muitas vezes se consegue tornar tão monótona como ficar a ver os ponteiros de um relógio a andar. Lá, enquanto se estava naquele lugar, naquela sala que não era aquela sala, olhar para o relógio era tudo o que não apetecia fazer porque era sinónimo de ter conhecimento que o tempo estaria a esgotar-se e que em breve era preciso regressar ao tal mundo que ficara fora daquela sala e que não estava a deixar saudades.

Assistir a "Fire of Anatólia" foi poder ver um espectáculo diferente e que se recomenda a quem tiver oportunidade de assistir. Quem o fizer, só tem de ficar a ver porque quase que nem vai ter tempo para aplaudir, dado que as pausas são minimas e quando pensamos que um número acabou, já está outro a começar. A essência de uma história está lá, mas cada um interpreta-a à sua maneira e tal como num filme, sabemos que chega sempre a hora de acabar, mesmo que não se queira. Ali era a mesma coisa, mais cedo ou mais tarde a história também teria de ter um final. Ver o fim da luta entre o bem e o mal a favor da união das duas partes, ou seja, aparecimento da paz, foi o final que todos provavelmente queriam.
Fica aqui um video com apenas um pequeno "excerto".....

Comentários

  1. Quando vi o video que deixaste no teu blog o que me veio logo à cabeça foram as danças dos Riverdance :- )

    Ao vivo a energia deve ser muito mais contagiante e se a tua atenção ficou "presa" ao espectáculo é sinal que valeu a pena a mistura de música/dança/emoção :- )

    *Hugs n' smiles*
    Carlos

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