Na ausência


É na ausência de algo ou alguém que nos damos conta que tudo aquilo que temos (nem que seja um possuir aparente), ou que já tivemos, nos deixa a vaguear pelos devaneios do vazio quando a perdemos, quando não a conseguimos encontrar ou quando simplesmente está longe de nós.

Assim como….
Na ausência de um olhar, podemos sentir-nos desencontrados.
Na ausência de um abraço, podemos sentir-nos frios e frágeis.
Na ausência de um beijo, podemos sentir-nos vazios.
Na ausência de alguém para nos dar a mão, podemos sentir-nos desequilibrados e sem destino no meio de um labirinto.
Na ausência de um amigo, podemos sentir-nos inadequados, inconsistentes e sós.
Na ausência da(s) pessoa(s) que nos completa, podemos sentir-nos a cambalear e desamparados.
Na ausência da confiança dos outros em nós, sentimo-nos tristes e desmotivados.
..................
Poderia ficar aqui a tentar enumerar e descrever “N” coisas, em que na sua ausência, somos capazes de ficar num estado que não é o que entendemos por normal, ou que seja minimamente suficiente para nos darmos por bem dispostos ou “felizes da vida” naquele momento, mas como cada um de nós tem uma perspectiva diferente, conforme as constantes e variantes do dia-a-dia, fica ao critério de quem ler essas palavras imaginar como é sentir a ausência de ou algo, ou sobretudo de alguém!

E não nos esqueçamos que ausência sentimental é tanto, ou mais, atordoante que a ausência física.

Comentários

  1. Olá meu amor. Nunca vais ficar só eu estarei sempre lá quando for preciso para te dar a mão, o beijo ou aquele abraço que tanto se precisa as vezes, e como disses no blog, as vezes está tão longe e faz tanta falta. Mas a vida é assim temos que sofrer para atingirmos a felicidade embora a maior parte das vezes não apeteça sorrir... mas tem de ser, senão fica sendo uma vida sem sol. Beijos no teu coração.

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  2. A ausência é um estado de espírito, ora tem toda razão de ser, ora afinal não era bem isso que precisávamos...quando os sentimentos parecem não existir é mau sinal...tenho dias desses, e quando vivo-os não há palavras capazes de os descrever!

    *Hugs n' smiles*
    Carlos

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  3. ...ausências, são sempre sentidas...Mas, penso que não podemos ficar por demais dependentes da presença de alguém...Nada dura para sempre!


    Beijos de luz!

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