Conversas

A fala é um dos meios mais básicos, mas ao mesmo tempo um dos mais importantes, que temos ao nosso dispor para comunicar, para interagir com alguém e embora nem sempre seja fácil ou correcta a forma como essa interacção é feita, ela é essencial.

Não é minha intenção tentar explicar os infindáveis tipos de conversas que se podem ter com alguém ou que alguém pode ter consigo próprio.

E porque as conversas servem para exprimir o que sentimos, há diálogos que se transformam quase instantaneamente em monólogos devido às suas intenções ofensivas, destruidoras, egoístas e vingativas. Posso dizer que caminhar em certas conversas é como andar descalço por cima de um chão cheio de pedras e vidros, e claro, que o melhor a fazer nesses casos, é desviar os pés desse caminho e procurar um caminho mais seguro e menos ofensivo, nem que se tenha de ficar quieto a ver alguém lançar essas armadilhas para o meio do chão, e esperar pacientemente que que o cenário mude de figura. É que nem sempre há paciência para estar contornar esses obstáculos, muito menos para fazer a vontade a diálogos infectados, que, infelizmente, são a arma de muitas pessoas...

Em contrapartida há diálogos que acabam por nos deixar sem palavras porque nem sempre conseguimos ter tempo para digerir o que ouvimos e há respostas que devem ser dadas de maneira cuidada e reflectida. Por mais que me convença que nem sempre é possível ser-se mais do que um bom ouvinte, não são todas as vezes que me contento com o facto de apenas cumprir essa função, de ser ouvinte, e ficar a mergulhar no silêncio à procura de palavras. Palavras essas que são necessárias para não deixar aquela linha ténue quebrar-se, para não deixar o diálogo transformar-se em monólogo.

Comentários

  1. Não é por acaso que se diz que é a conversar que as pessoas se entendem. O motivo que nos leva a falar é talvez um dos motores que nos impele a querer partilhar algo, desabafar e noutros casos “fofocar”.

    As conversas são como as cerejas ouvi dizer, e se há caroços nelas, nas conversas também o há, depende é de nós sabermos evitá-lo, e quanto ao resto é aproveitar o que resta da cereja...

    *Hugs n' smiles*
    Carlos

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