Até que ponto

Até que ponto...

Conseguiremos nós aguentar e sustentar esse nosso mundo de mentira, esse nosso mundo de brincar? Esse mundo onde nós inventamos todos os dias um problema novo para ter algo para resolver e nos ocupar algum tempo, como se isso fosse um novo desafio e mais um motivo para satisfazer a curiosidade de perguntas como "porque é que estamos aqui?".

Até que ponto...

Posso eu estar aqui a escrever algo, quando eu próprio faço parte dessa encenação, sendo um dos bonecos que vive nesse mundo, que se se queixa por ter de se levantar cedo da cama todos os dias para ir trabalhar [e quem não tem trabalho e não tem como ganhar a vida e sustentar a sua família?! Para não mencionar aqueles que por algum motivo nem sequer conseguem sair da cama!], que se queixa por ter comido demais e estar com dor de barriga ou algo do género [e aqueles que estão com dor de barriga por não comerem há dias?!], que se queixa das horas durante do dia de trabalho, em que estas parecem não passar e que está na ansiedade que chegue ao fim-de-semana [e aqueles que têm de trabalhar noite e dia? para poderem ter um tecto para se abrigarem e um pedaço de pão para comer?! Para não mencionar aqueles que são escravos nas mãos dos outros e nem sequer quatro horas dormem por dia porque são explorados até à exaustão e tratados que nem os nosso animais imaginam!].

Até que ponto...

Somos capazes de criar alternativas a esse nosso mundo de brincar, alternativas onde existe ainda algo mais perfeito, algo como os conhecidos contos de fadas onde há sempre um final feliz?! Será que o fazemos para podemos pensar que esse nosso mundo de brincar pareça mau.

Mas infelizmente também sabemos que nesse nosso mundo de brincar existem outros mundos, e talvez já seja bom estarmos no mundo intermédio, pois sabemos que nem todos podem estar no mundo das estrelas. Quem é que queria estar no mundo onde a fome é o "pão nosso de cada dia", onde crianças morrem e são vendidas [e nem vale a pena mencionar preços porque chega-se ao ridículo de haver crianças a serem vendidas por 20 dólares porque a mãe precisava de comprar milho para alimentar os irmãos...e quem sabe até por menos dinheiro] quando deviam estar a viver a idade da inocência, a idade em que o mundo parece ser só um e onde não há uma luta constante pelo poder, pela sede de dominar!

Enfim...é esse o nosso mundo e porque não temos outro é nele que temos que viver e construir o nosso próprio final feliz!

Comentários

  1. Sabes o qual foi a minha primeira impressão ao teu texto. Quanto a isso deixo as palavras tomarem o seu rumo...a música é daquelas que sempre que ouço faz-me pensar, não é que seja em algo especifico...lembro-me da primeira vez que a ouvi, no filme "Donnie Darko" e essa música tem uma carga emocional gigantesca! Até que ponto somos todos um gigante?!

    *Hugs n' smiles*
    Carlos

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