Dias de ausência

Têm sido dias vazios aqui no blog, onde a julgar pela ausência de letras, palavras, sons e imagens, se podia pensar que está tudo estagnado. Contudo essa não é a realidade global porque há coisas que não conseguem estagnar, ao passo que também há outras que parecem que simplesmente ficaram presas no tempo. Mas como a vida, e esse pode não parecer sempre o mesmo ponto de vista, não gira como se estivesse em cima de um disco de vinil, temos de admitir que há sempre qualquer coisa nova no bailar dos dias, nem que sejam dois dedos de conversa com alguém, onde as palavras não se limitam ao banal, não se limitam ao abrir automático da boca pela qual saem as mesmas palavras gravadas e de resposta praticamente instantânea como se se tratasse de uma atendedor automático de chamadas. Dois dedos de conversa são como a tona da água de uma piscina imensamente profunda, para a qual não temos capacidade de alcançar o fundo invisível apagado pela profundidade de um saber repleto de pensamentos, ideias, sentimentos e tudo aquilo que faz de nós algo diferentes de um depósito de órgãos, artérias e ossos.

Comentários

  1. ...será que há dias mesmo vazios? Os que aparentemente o são, afinal estão é cheios de nada. Mas porque o pessimismo anda sempre atrelado ao mau estar que por vezes nos assola, o melhor é pensar que o dia de amanhã ficará menos cheio de nada...

    *Hugs n' smiles*
    Carlos

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