Desconexo

Na ferocidade que jorra pela fonte das palavras que camuflam armas destruidoras de vivências encontra-se o motivo para as horas incógnitas e amplamente debatidas pelas hipotéticas ocorrências daí resultantes. Horas que servem de palco ao vaguear de pensamentos inquietos que são importantes e ao mesmo tempo tão desprezáveis quanto as mentiras e as maldades que encontramos no debulhar do tempo do nosso dia-a-dia. Fachadas erguidas muitas vezes com altivez e que no entanto, no reverso da moeda, não encontramos nada digno de relembrar, de assinalar e guardar. Um vazio que está dentro de um invólucro que nem o ar consegue preencher, quanto menos o nosso olhar e a nossa vontade de ali imaginar alguém, uma pessoa, um suporte.

É o pensar no amanhã e no olhar para trás, mas sem nada encontrar, que faz aparecer as questões, perante as quais já nem me dou muito ao trabalho de revirar o que quer que seja na tentativa de encontrar uma verdade, uma certeza.
Lá fora chove e faz vento, está frio! Os vidros da janela estão repletos de pequenas gotas de água. Algumas delas após se aguentarem algum tempo presas ao vidro, acabam por desistir, e deixam-se deslizar ao encontro do alumínio da janela ou ao parapeito de cimento ou pedra. As outras que permanecem coladas aos vidros distorcem o real que está no lado de fora da janela, uma visão incerta e confusa, assim como as palavras que talvez tenha ficado por aqui espalhadas nesse post desconexo.

Comentários

  1. (...)Lá fora chove e faz vento, está frio! Os vidros da janela estão repletos de pequenas gotas de água. Algumas delas após se aguentarem algum tempo presas ao vidro, acabam por desistir, e deixam-se deslizar ao encontro do alumínio da janela ou ao parapeito de cimento ou pedra. As outras que permanecem coladas aos vidros distorcem o real que está no lado de fora da janela, uma visão incerta e confusa, assim como as palavras que talvez tenha ficado por aqui espalhadas nesse post desconexo


    Mão de desconexo não tem nada...está tudo aqui!!!!!
    Lindo este teu texto, que guardei para o voltar a reler. Jinhos mil

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  2. "Desconexo"... estava a ler o teu texto e a pensar na quantidade de coisas que escrevemos, nem que seja num devaneio, que podem ter um mundo de coisas a serem alongadas porque há palavras que esticam, outras nem por isso...

    ...antes palavras espalhadas do que as que ficam amontoadas algures e ninguém sabe o paradeiro delas!

    *Hugs n' smiles*
    Carlos

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