Andar a Subir

Cada dia que passa é um degrau que subimos durante a nossa caminhada. Pode ser um degrau que traga grandes mudanças como também pode ser um degrau que seja apenas uma transição entre o tique-taque dos ponteiros do relógio. No entanto sabemos que há degraus que estão assinalados porque significam alguma coisa, como se fossem um sinais que encontramos nessa caminhada e que têm alguma coisa para nos dizer, para nos lembrar, para nos avisar! Há marcas que assinalam coisas boas e há outras que nem por isso.


Esses degraus que vamos pisando e conquistando estão acorrentados ao som que nos acompanha no único sentido possível, não nos deixando dar um passo atrás para depois dar outro em frente novamente e isto porque quando estamos em cima de um degrau já o anterior se transformou em vidro e devido à sua fragilidade corre-se o risco de o estilhaçar se o nosso pé cair em falso sobre ele.


Há degraus onde que o sol, o vento e a chuva se encarregam de testar os pratos da balança, que se traz nos bolsos ou na mochila, com a finalidade de verificar o estado do equilibrio com que se tem subido esses degraus. Nem todos os degraus fazem parte de uma escada e nem todas as escadas têm corrimão. É essencial ter pelo menos o equilibrio.


Passei por mais um desses degraus assinalados! Lá dizia algo que me lembrou que o tempo passa depressa e que o deixamos passar muitas vezes sem conseguir alcançar nada, ou quase nada.


Comentários

  1. Não te esqueças que há os degraus de cimento, os de madeira e os que têm uma passadeira, que poder ser vermelha ou não.

    Podemos não alcançar o que queremos, mas o importante é saber que seja qual for o tipo de degraus que se suba, os da sabedoria são os mais importantes e esses são longos como o horizonte, nunca se chega ao fim!

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