Ligações

Por vezes dou por mim a questionar-me acerca de coisas que dificilmente encontrarei respostas pera elas. Uma delas é o que faz despertar em nós os sentimentos, sentimentos esses que têm mil e uma variações, mas agora refiro-me aqueles que são responsáveis por criarem ligações, que podem ser mais fortes ou mais frágeis.

Ligações que podem durar uma vida inteira ou então são tão fugazes como o cruzamento de um olhar ao passarmos num passeio, em que a imagem daquela pessoa pode durar apenas alguns segundos no nosso pensamento e depois desvanece à medida que continuamos pelo passeio.
Contudo existem também ligações que nos são impostas e que existem mesmo que não seja da nossa vontade e que até podem durar bastante tempo devido às circunstâncias que nos fazem permanecer no meio onde elas existem. Apesar de uma ligação desse género poder durar muito tempo, pode-se dizer que é uma ligação frágil e intermitente como a luz de uma lâmpada prestes a fundir.


Há também aquelas que se perdem ao longo do percurso como se fossem cortadas e ficando a ponta dessa ligação para trás enquanto continuamos em frente. Mais tarde há uma vontade de voltar atrás e encontrar a ponta perdida e voltar a uni-la à ponta que nós temos para que ela possa continuar a existir e a ser como era antes. O pior é quando voltamos atrás e já é tarde demais pois já não se consegue encontrar a extremidade da ligação e não se consegue estabelecer qualquer comunicação. Outra situação que não é muito agradável é quando conseguimos unificar novamente as extremidades dessa ligação e pouco depois apercebemo-nos que esta não é a ligação que ficou para trás e que nos deu vontade de regressar e recuperar pois parece que se corrompeu com o passar do tempo e parece impossível de reparar.

Comentários

  1. As ligações que temos na nossa vida podem ser de vários tipos.
    Temos as frágeis, as deslaçadas, as fortes, as sentimentais, as corriqueiras fora outras.

    A essência que faz do ser humano um ser social é estar sempre à procura de se ligar a alguém, e não me refiro apenas e exclusivamente a nível sentimental porque nesse caso era o mesmo que estar a levar o sentido da vida para o lado amoroso.
    Sabemos bem que o tiquetaque do relógio que temos dentro de nós não sobrevive apenas com amor.
    Se temos e queremos manter as ligações que temos na nossa vida, não podemos esperar que o tempo faça delas correntes onde nos podemos agarrar, porque mal as nossas mãos as sobrecarreguem nelas desfazem-se entre os nossos dedos.

    É uma triste realidade mas o importante é saber em quais podemos agarrar sem corrermos o risco de cairmos no vazio.

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  2. Ligações...
    Poderíamos levar todo esse tempo para o campo da sociologia, e divagar sobre a necessidade de sobrevivência... a necessidade que um Homem teve de se ligar a outro para sobreviver, para lhe facilitar a vida.. E facilita... ou não? Ao longo da nova vida vamos encontrando ligações que nos ajudam a dar um passo em frente e outras que nos fazem regressar eternidades.

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